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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Eu vou amar você até o fim dos tempos.

Eu vou ama você até o fim dos tempos.
Porque sim, porque sim, porque sim.
Meu amor por você é como a água, que não acaba. Água que todos ameaçam, água que parece que vai acabar, água que as pessoas abusam, mas água que não acaba. Dizem que vão, mas ela só acabará no fim dos tempos. E meu amor por você só vai acabar no fim dos tempos. Porque quero, porque quero, porque quero. Água que acaba, mas no dia seguinte volta. Quando o fim dos tempos chegar, vou ter morrido há milênios atrás. Meu amor por você só acaba quando eu morrer. Porque eu tenho certeza, certeza, certeza. Certeza que vou te amar até o fim dos tempos, portanto não me decepcione. Eu sei que se algo acontecer, meu amor vai continuar aqui. Vivo ou morto, meu amor por você só acaba no fim dos tempos. É como se eu estivesse presa à isso, mas só porque eu gosto de estar presa a este amor. Em toda a minha vida eu sempre acreditei no amor, um amor que nunca morre, um amor que eu gosto de comparar a água. Água, terra, ar, fogo. Amor que só acabará no fim dos tempos.
E cá esta você, apareceu sem muito eu saber, eu pensei que não ocorreria nada de mais com a gente. Mas cá esta você, alguns anos depois, e meu amor por você não acabará tão cedo. Você se lembra quando fomos ao museu? Aquele que tinha paredes cheia de números. E foi lá mesmo que você disse pela primeira vez que me amava. Todavia, eu só disse alguns dias depois. Queria ter certeza de que iria dizer sem um dia me arrepender e voltar atrás, desistir de te amar e parar de te amar. Agora eu vejo que não é possível libertar-me deste sentimento. E é por isso que eu vou te amar até o fim dos tempos. Diga o que quiser, faça o que quiser. Amor de verdade não acaba, ele dura mesmo que não tenha paixão. Mas eu espero estar apaixonada até o fim dos tempos, será que conseguimos? Eu creio que sim, mesmo que às vezes eu queira fugir de tudo o que temos aqui. Há horas que não nos entendemos, que nosso amor vira a água que acabou na caixa d'água, mas que no dia seguinte volta e até mais forte. 
Não estou tentando lhe dizer que estas palavras são para lhe prender, eu apenas quero lhe mostrar o quanto meu amor por ti irá durar. Eu já disse, não importa o rumo de nosso relacionamento, o amor prevalece. Só que o ponto é: To disposta a fazer a paixão durar. Eu te amo mesmo você sendo orgulhoso e eu seguraria a sua mão até o fim dos tempos. Nós dois sabemos que somos um casal de idas e vindas e que quando a gente vai, a gente vai com mais rancor e quando a gente volta, a gente volta com mais amor. Impossível entender essas reviravoltas. E eu posso te dar uma certeza, talvez a unica que eu posso cumprir: Eu te amarei até o fim dos tempos. 

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Somos aquele tipo de casal que não parece um casal.


Somos aquele tipo de casal que não nos mostramos nas redes sociais, não andamos de mãos dadas, não fazemos declarações todos os dias, não gritamos nosso amor para o mundo. Somo aquele tipo de casal que não vê necessidade em mostrar para as pessoas o quando a gente se ama. Que não vive em competição com outros casais. Não divulgamos nossas fotos e não nos marcamos em status. Muitos pensam que a gente nem se ama. Eles sabem que a gente esta junto, ou nem sabem. Ficam confusos. Sabem que se pergunta a resposta vai ser “Eu to feliz, isso que importa!”. Eles pensam que por conta disso nos traímos, nos odiamos. Que não vamos dar certo. Coitados, eu digo.
Possuímos aquele olhar que de cara mostra nossa paixão um pelo outro. Somos mais que perfeitos juntos. Não somos ciumentos e nem temos motivos para ser, não somos invejados - mas se eles soubessem como somos bons juntos, nós seriamos - e não forçamos a barra. Somos amantes livres. Saímos, curtimos, amamos, mas somos livres. Livres para viver a vida. E é justamente por termos essa liberdade que mais fiel impossível. Nunca lhe trai, você também não. Seria algo estupido de fazermos, já comentamos varias vezes. É um relacionamento tão saudável que seria burrice sair dele. Nunca brigamos, nem mesmo depois de dois anos de namoro. Eu gosto das tuas camisetas de banda e você curte minha franja curta.
Eu atravessaria o mundo por você, mas é algo que ninguém precisa saber. É pessoal, e algo nosso. Nosso amor é especial, sagrado, não há porque sair por ai com ele escrito em nossas testas. Muitos casais que se mostram o casal perfeito nas redes sociais não são tão felizes assim. E nós, com essa fama de casal frio e sem amor. Casal “Como estão há tanto tempo juntos?”, somos felizes e conquistadores. Nos conquistamos mais a cada dia. Somos aquele tipo de casal que nasceu para existir. Nasceu para sorrir. Nasceu para amar. Eu te amo, você me ama. Nos amamos e preferimos escrever isto em cartas do que no feed do facebook. 
Lembra quando fomos ao nosso primeiro show juntos e encontramos aquele pessoal da escola? Lembra de como queríamos ficar agarradinhos, nos beijar e curtir juntos? Lembra quando ficaram nos olhando estranho, desejando nossa separação no termino da noite? Lembra quando nos achavam estranhos? Claro que lembra, porque tivemos que mudar de lugar para poder se divertir de verdade. Eles pensam que a gente não se beija, não faz carinho, não se abraça. Coitados, eu repito. A gente faz muito mais que isso, só que raramente é na frente do público. Odeio ver casal beijando, por que me tornar um desses que se agarram sem se importar com o mundo a volta? Eu gosto do seu gosto por filmes antigos e você curte minhas músicas fora do ritmo. É como dissem por ai, somos aquele tipo de casal que não parece um casal.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Conhecendo-se de novo.

Quem eu sou? O que eu quero? O que eu não quero? O que eu desejo? O que eu busco? O que eu anseio? O que faz-me feliz? O que deixa-me triste? O que eu tanto odeio? O que transmite-me paz? O que faz-me rir? O que faz-me chorar? Com o que eu sonho? Com o que eu realizo? Qual é meu proposito de vida? Quais são minhas maiores vontades? O que eu pretendo me tornar ao envelhecer? Quais são meus planos para o ano que vem? Será que eu quero casar? Será que quero eu ter filhos? Penso eu em tornar-me bem sucedida ou apenas uma simples artista? Será que sou forte? Será que sou fraca? Seria eu romântica? Como eu lido com um relacionamento? Sou eu fã dos filmes de ação? Ou prefiro eu filmes dramáticos? Tenho vontade de ler livros? Tenho vontade de conhecer o mundo? Gosto de calmaria ou agitação? Eu me amo? Eu amo alguém? Qual é minha matéria preferida na escola? O que gosto eu de fazer para diverti-me? Tenho bons amigos? Possuo algum inimigo? Meu relacionamento com meus pais é bom? Tenho eu uma vida agradável? Posso considerar-me uma pessoa madura? Sei dar bons conselhos? As pessoas podem contar realmente comigo? Eu sou capaz de ferir os sentimentos de alguém? Se sou, já ocorreu este caso? Escrevo eu poemas? Desenho na ultima folha do caderno? Sou apaixonada por alguém? Alguém é apaixonado por mim? Tenho eu medo de morrer? Sou eu uma pessoa independente? Faço da minha vida uma história que vale a pena viver? Acredito eu em destino? Alma gêmea? Amor? Sou fã dos esportes? Eu curto balada? Eu bebo? Eu fumo? Sou inocente ou culpada? Que tipo de música eu ouço? Tenho algum talento especial? Ah, ultima pergunta, juro que é: Sou eu uma pessoa feliz?
Ela perdeu a memoria, e esta tentando conhecer-se novamente. Diferente de alguns que simplesmente esquecem de quem são graças a dor e estão tristes de mais para se recuperarem..

terça-feira, 17 de setembro de 2013

A fumante e o cara barbudo.

"Largue o cigarro, venha, vamos conversar!"
Sentada no banco da rodoviária, apenas esperando o próximo ônibus com destino há uma cidade distante. Com a touca torta na cabeça, a roupa largada, o cabelo bagunçado e o cigarro entre os dedos, lá estava ela com o olhar perdido fitando o chão sujo do lugar. Planejava fugir sem rumo para qualquer lugar cujo não faz ideia de como voltar depois. Vai distanciar-se da vida que tem, esquecer um pouco dos problemas, correr daquilo que lhe assusta. "Cadê esse ônibus que não chega?" Com aquela cara de preocupação, olhando de um lado para o outro com o medo de que alguém pudesse a ver ali naquele estado e leva-la de volta para casa. Não, ela não quer voltar. Pelo menos não agora. Agora ela quer fugir.
Um homem de barba cumprida se aproxima. Calma, não é assalto. Não é estrupo. Mania feia de achar que homens de aparência diferente vão lhe fazer mal. Ela o encarou por alguns segundos, aquele olhar feroz de que não o quer por perto. Porém, ali ele se senta, ali ele se mantem. Silêncio. "Ocorrestes algo minha jovem?" Silêncio. "Pode falar comigo!" Silêncio. 
Largue o cigarro, venha, vamos conversar!
Menina do cabelo bagunçado da a sua ultima tragada e o joga fora. Olha para o homem barbudo. Sorri. Vira o rosto novamente. "Eles te tiraram do sério, certo? Eles fizeram você enjoar da vida, das pessoas, do mundo. Eles quebram o teu coração, te deixaram frágil. Eles fizeram você querer sumir. E pela primeira vez na vida você teve coragem de vir até aqui e ir." Seu coração bateu mais forte, seus olhos enxeram de lagrimas, sua perna tremeu e sua voz falhou. "Eu não posso continuar vivendo esta farsa. A minha vida é baseada em uma grande farsa. Eu acordo, sobrevivo um dia com uma droga de sorriso estampado no rosto e finjo que esta tudo bem. Quando na verdade, eu preciso dar um fora daqui." Afogou o rosto em seus joelhos, estava bastante estressada. Bastante. Demais. 
"Eu tenho que sair daqui!"
"Dar um fora desse lugar!"
"Mudar a minha vida!"
"Ter uma vida!"
Frases que tanto repetia, desabafando tão facilmente com aquele desconhecido. Estranho, não? "Você não conversa sobre isso com muitas pessoas, conversa?" "Não!" "Ok!" "Algum conselho?" "Apenas sou um bom ouvinte, e você não quer conselhos, quer falar. Ser ouvida sem ninguém lhe julgar ou lhe interromper. Te entendo. Fala, fala, fala e fala e se eu achar que preciso dizer algo, direi. Por enquanto, apenas fale."
E falou, falou, falou e falou. Confiou naquele homem teus maiores segredos, contou coisas que nunca tinha dito nem a própria sombra. Que leveza que sentiu, que alivio, que alegria. Precisava fazer isso mais vezes. E então, finalmente, depois de longos minutos - fora que ela perdeu vários ônibus sem nem se importar - o desconhecido achou que era hora de dizer algo. "Ainda quer dar o fora daqui?"
"Não mais, quero tomar um sorvete. Vem comigo?"
Porque as vezes o que você precisa para ficar bem é só desabafar, só.

sábado, 14 de setembro de 2013

Não sei dar um titulo a isso.

Dizem que amar não é fácil. Que requer um certo esforço da pessoa para fazer acontecer de forma saudável e que se isso vier ao caso de ocorrer o contrario, iremos nos machucar. Nossos maiores desejos podem ser realizados com a pessoa que amamos ao nosso lado, ou simplesmente ignorados pela interrupção da mesma pelo fato de que ela não quer a mesma coisa que você. E então você muda, sem perceber, deixa de fazer certas coisas. Deixa de ser quem é só para agradar ao próximo, e nem nota o quanto isso faz mal. Realmente, amar é difícil, tem quem não sabe o sentir. Tem quem sofre de amor. Tem quem é feliz com ele.
E tem eu. Ok, vamos falar de mim, ou melhor, de nós. Quer saber? Vamos falar de tal sentimento que infelizmente eu não sei equilibrar, sempre sentindo demais. Todos os dias, como se estivesse me apaixonando pela primeira vez. Eu tenho uma enorme paixão sobre começos de relacionamentos, quando a gente só quer ficar agarrado um no outro e esta se conhecendo aos poucos. "Descobri hoje a tua cor favorita!", "O que gosta de fazer nas noites de sábado?", "Quer conhecer minha coleção de pequenos objetos antigos?". Sinto-me nessa situação atualmente, com a gente. É, estranho ficar descrevendo sobre nós enquanto você assiste um filme, virando o rosto vez ou outra para saber o que tanto digito. E eu digo para parar. Viro o notebook e rimos juntos. Vá assistir ao filme, deixe-me escrever. E cá estou eu, de volta as teclas, de volta a esse texto que não sei se faz algum sentido. Na verdade, para ser sincera eu estou perdida. 
Acordei esta manha tento a certeza de que não estava apaixonada, de que amor era coisa de filme e relacionamentos passados e fracassados. Agora, quase meia noite e eu já não tenho mais tanta certeza disso. A gente acha que sabe de tudo, que esta tudo sob controle e de repente se pega encarando aquele alguém pensando em todos as coisas boas que poderia fazer com ele. É realmente perturbador, interromper seus pensamentos e xingar-se mentalmente por ter feito o que fez. Rir de si mesma por estar pensando na pessoa. Repetir quase sempre que não esta apaixonada. 
Dizem que amar não é fácil.
Eu digo que não sei amar. Não sei mesmo. Preciso que me ensinem, se é que pode-se ensinar isto a alguém. Quero dizer, eu já amei antes, porém toda errada. Meu esforço não valia de nada, aprendi algumas coisas novas, algumas técnicas. Ou sei lá. Enfim, sempre que tento expressar meus sentimentos em palavras acabo me embolando, tento ser clara e direta e acabo complicando a mente do leitor(você), a mente do escritor(eu) e a mente dos personagens do texto(nós). Todavia, quero deixar bem claro a coisa mais simples(e mais complicada) para você, descobri isso agora pouco e já quero lhe contar a novidade. Preparado? Ok, 1, 2, 3:
Estou sentindo aquela coisa não fácil por você.

domingo, 11 de agosto de 2013

Você não esperava por esse final.

E mais uma vez você me surpreendia com teus truques infalíveis de magica. Eu sei que por trás da mascara tem lá seus segredos, porém é a forma como você faz a gente se divertir com isso que é legal. E bom, graças a este seu hobbie muito praticado entre os intervalos de aula que eu me apaixonei por você. Lembro-me até hoje de ser chamada de repente enquanto passava pelo corredor da escola, você era rodeado por um bando de pessoas sorridentes suplicando novos truques. Teu amigo, do cabelo encaracolado me puxou e rindo disse que eu seria a nova vitima. Na hora não entendi o porque de ter que ser logo eu. Havia varias garotas ali em volta, eu de fato de não tinha nada de especial. Fiquei nervosa, confesso, nunca tinha me sentido tão tímida quanto naquele momento. Era apenas o truque das cartas, no entanto, eu continuava nervosa. Talvez, apenas talvez, seja culpa da tua beleza imperdoável que eu jamais tivera notado antes.
Contou até três. Fechou os olhos. Abriu-os novamente. Pediu para que eu escolhesse uma carta. Embaralhou. Devolvi. Embaralhou de novo. Pediu para que eu retirasse qualquer outra carta. Devolvi. Ah, nossas mãos se tocaram e você gaguejou. Sorri. Por fim, você descobriu minhas duas cartas e ainda retirou uma delas da manga da tua blusa. Ok, fiquei impressionada e pedi mais. As pessoas a nossa volta iam indo embora de pouco em pouco, logo, não havia mais ninguém. Todavia, permanecemos ali conversando e eu aprendi o truque mais fácil de todos, com dificuldade infelizmente. Foi então que percebi o quão legal você era e que eu tinha vontade de lhe conhecer melhor. Como mágico, você é nota dez. Mas para chamar uma garota pra sair, você é menos cinquenta. Eu nem te conhecia direito, mas só olhando nos teus olhos eu podia perceber a timidez te dominado e te impedindo de tomar qualquer atitude comigo. Eu ri, desculpe.
"Você quer me ensinar mais algum truque na sexta a noite?" Tomei minha própria dose de coragem e deixei as palavras saírem, com medo de estar errada e levar um fora. Recebi um sim. Você me levou para assistir aquela comédia romântica no cinema e depois jantamos pizza ali perto. Descobri naquela noite que você não só gosta de magica, como de beatles e camisas polo. Prefere usar nike e detesta português. Tem medo de altura e é fã de futebol. Te conheci um pouco melhor e isso bastou para eu querer te conhecer mais e mais. "Alô? Sou eu. Soube que vai ter um festival na praça, quer ir comigo?" Olha, você me chamou para sair desta vez. Tua timidez foi embora e você consegue se abrir comigo com facilidade assim como eu com você. Sim, estávamos firmando um relacionamento que ficou oficial algum tempo depois quando você resolveu me pedir em namoro. Atrávez de um truque de magicas ainda por cima. Dizem que ficamos mais românticos quando estamos amando. Não discordo, na verdade, super concordo. Agora, cá estamos nós, depois de tanto tempo juntos chegamos ao fim. É amor, também dizem que o para sempre sempre acaba. Passei a concordar.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

O adeus que não queríamos ter dito.

Cá estou eu sentado no banco da praça, olhando a minha volta e vendo aquele doce rosto em todas as pessoas a minha volta. Imaginando ser ela, milhares dela. É inútil, eu sei, é assustador, sei disso também, mas é inevitável. Porque a saudade querendo eu ou não me prende nessa vontade que faz-me querê-la por perto. Podem dizer o que for, que é exagero meu ou que estou apenas dramatizando essa situação na minha vida. Sinceramente, eu não estou me importando com o que podem ou não achar. A unica coisa que me veem a cabeça agora é o cheiro daquele perfume que tanto ela usava.
Por que se foi, Laura? Por que teve de partir deixando esta ultima carta de adeus, dizendo-se tuas ultimas palavras de amor para mim. Dizendo, logo no final, que me amava. E agora, você se foi sem ao menos saber se vai voltar. E eu aqui, querendo que você volte, querendo ir ao teu encontro, mesmo que seja do outro lado do mundo. Olha que engraçado, é do outro lado do mundo. Quem diria que em tão pouco tempo você se tornaria aquele alguém especial, o tal ser que eu sonharia durante a noite e choraria pela manha por saber que não mais estará comigo. Sim, tanto eu quanto você sabíamos dessa terrível consequência que já tinha data prevista, porém não resistimos em alimentar essa paixão. E se quer saber, não me arrependo do que fiz e sei que você também não.
Guardei comigo algo que me lembra-se de você, que sempre ao olhar vou dar aquele sorriso bobo e relembrar de grandes pequenos momentos que tivemos juntos e de como foram bons, de como dão saudade. Ah, Laura, se eu soubesse o endereço da tua casa e arrumasse o dinheiro da passagem, amanha mesmo já iria te ver. No entanto, as coisas são mais complicadas, como se o universo não nos quisesse tão juntos assim. Mas é sempre assim. Nada é perfeito, sempre tem que ter algum defeito. Droga, droga de defeito.
Prometo te escrever quando puder, e querendo saber da tua próxima viagem. Quem sabe a gente não se vê? Eu sei que vou ter sempre esperanças de que um dia, nem que este dia esteja muito distante, eu irei reviver este romance com você. Toda via, agora eu fico aqui sentando segurando a tua carta com vontade de te sentir. Ah, saudades do teu toque, do teu beijo. É, muitas saudades.  Fica na paz Laura, que esse nosso romance muito parecido com os dos filmes, seja eternizado mesmo a distancia. Eu viver minha vida, mas de você não vou esquecer.

domingo, 23 de junho de 2013

Porque a vida já não teria tanto sentido assim.

Eu só queria dizer,
que posso viver sem a tua presença no dia a dia, sem o teu eu te amo inesperado, sem o teu carinho que querendo ou não me faz querer tirar um cochilo, sem o teu cafune gostoso, sem o teu beijo saboroso que me da saudade quando não vem, sem o teu abraço apertado, sem o teu abraço tímido  sem o teu beijo na testa, no queijo, no ombro, nas mãos. Posso viver sem as tuas palavras doces, sem tuas declarações adoráveis, sem nossas brigas inúteis  sem nossas brigas mais sérias, sem nossa guerra de travesseiro, sem nossa guerra de cocegas, sem nosso momento meloso, sem nosso momento amigável. Posso viver sem sentir o teu cheiro, sem usar o teu moletom que es meu preferido, sem olhar nos teus olhos, sem provar a tua deliciosa comida, sem ouvir as tuas piadas sem graças e até as que tem graça. Posso viver sem ter que lhe ouvir dizer sobre os problemas do trabalho, sem ter que saber sobre o seu dia, sem escutar teus problemas, sem precisar dos teus magníficos conselhos, sem observar a tua mania incrivelmente perfeita de como você mexe no cabelo quase sempre que vai falar alguma coisa. Sim, eu posso viver sem as tuas cartinhas de amor, sem teus presentes especiais, sem o teu amor por mim, sem me sentir alguém especial para você. Amor, eu posso viver sem você.
Mas eu não quero.

sábado, 22 de junho de 2013

A garota que gosta de aproveitar a vida.

Um pouco mais louca do que as outras garotas. Apenas tentando viver a vida intensamente, como aconselham por ai. Não me interesso se existe a opção "me dar mal" ou "me arrepender", quero apenas arriscar as cartas e experimentar todas as coisas boas da vida. Claro que já experimentei coisas ruins, mas delas eu não sabia que eram ruim. Sabe como é, "aprender na marra", "Vê para crer". Em geral, sou assim, cheia de vontades, nunca sinto o desejo de parar. Sempre acho que falta algo, que preciso fazer mais alguma coisa e que ainda não fui louca o suficiente. Sou a garota que você já ouviu falar, claro, em algum comentário talvez, sempre no final de algum desafio "Ah, ela já fez isso" e para mim, será um orgulho afirmar.
Não acredito em próximas vidas, acredito que estou vivendo esta agora e que ela será a única e que a qualquer momento poderá chegar ao fim. Podendo ser amanha ou daqui a cem anos, ainda sim pretendo ser sempre esta garota. Porque assim sou eu, e eu gosto de ter toda essa coragem que não me deixa dizer não para qualquer coisa.
Por assim dizer, é correto informar que é sempre bom ter uma regra para a vida, ou várias. Eu, dito logo para mim mesma que: Devo aproveitar a vida, sem medo de fazer, sem medo de me arrepender, sem medo do que vão pensar sobre. E eu acho que todos deveriam ser assim, aproveitar mais a vida, que por sinal, é maravilhosa na maior parte do tempo(Pelo menos no meu ponto de vista). Me incomoda ver pessoas passando o dia inteiro em suas camas assistindo os mesmos filmes, comendo as mesmas coisas, dormindo e tendo sonhos cujo nas cenas esta aproveitando a vida, mas não se levanta para realiza-los. É um pouco triste até, mas não posso questionar. Apenas me interesso em saber da minha felicidade, tento mante-la acessa o máximo que eu puder. Mesmo que eu tenha que ser louca, pelo menos sou feliz.

terça-feira, 4 de junho de 2013

"É difícil aprisionar os que tem asas."

Saia da gaiola que te prende daquilo que tu queres ser, daquilo que queres fazer. Seja livre, voe para os teus sonhos. Liberte-se!
Pode ser que alguém te impede de sair dessa tua gaiola, fazendo-lhe ter medo de abri-la e voar, fazendo-lhe crer que não vale a pena ou que não esta preparado para abrir as asas. Pode ser também que o seu eu interior esteja te pondo medo, esteja te fazendo acreditar que não é capaz. E então, ai estas você, dentro de uma gaiola entediada sem muito o que fazer. Preso por opção, com a cara estampada mostrando ao mundo que esta tudo bem, sendo que você não esta tão bem assim. Porque algo te prende, algo te impede de fazer aquilo que realmente queres. Fora dessa gaiola, meu amigo, estas os teus sonhos, os teus desenhos. Sabe aqueles pensamentos bons que te cercam a noite quando vai dormir? Aquelas cenas perfeitas que você vive imaginando na aula de matemática ou em qualquer outro lugar? Isso existe, pode ser realizado. Mas amigo, você não vai encontrar preso dentro da gaiola. Portanto, liberte-se dela! Porque lá fora tem muito o que viver.
Vou te contar então uma história, talvez a minha: A minha gaiola era trancada por mim mesma, a chave ficava no meu bolso e eu nem fazia questão de abrir. Meu mundo era isolado e eu era feliz com ilusões dos filmes encantados e das bandas famosinhas do momento. Admito que não fazia ideia do que havia fora da gaiola. Até que um dia me convidaram para sair, e lá fui eu. Ok, foi a pior decisão que já tomei na minha vida. Fora da gaiola tinha o amor e com ele a decepção juntamente com a dor. Voltei á gaiola, com medo de sair, presa em um lugar triste desta vez, em um lugar sem vida. E todos a minha volta agora me colocavam medo. É, eu era um pássaro preso para sempre. Na verdade, não. Porque me convidaram para sair de novo, desta vez eu fiz direito. Fora da gaiola minha gente, também tem a viajem dos teus sonhos, o amor da tua vida, o emprego de primeira, a felicidade inexplicável. Agora eu voo bem alto, sem medo, de olhos fechados até. Voo atras dos meus sonhos e faço pausas nos lugares que mais me fazem sorrir. Sair da gaiola foi bom e ruim, em geral, foi maravilhoso. 
Ser livre! Livre para ser quem você quiser, livre para tomar tuas próprias decisões, fazer tuas próprias escolhas. Ser dono do próprio nariz. Ser independente. Você é um pássaro que sabe voar, basta querer, basta tentar. 
Já estamos em junho de 2013, o que você fez de produtivo este ano? Reflita. O que você fez este ano que levara para a vida toda? Algo importante? Sei que alguém vai dizer "Nada" e eu não julgo, porque já fui assim. Que este recado fique na mente e não saia. Que ao final desde ano poderemos olhar para trás rindo de momentos perfeitos, balançando a cabeça com momentos de aprendizagem e dizendo com um orgulho tremendo: Valeu a pena, quero viver mais!
Porque viver é bom, viver fora da gaiola é muito bom. Valorize a tua vida, viva cada dia como se fosse o ultimo, voe alto. Nós só temos uma vida para desperdiça-la sonhando alto ao invés de realizar alto.

Um texto sobre nós.

Sim, eu ainda me lembro do nosso primeiro encontro, da nossa primeira loucura. De quando decidimos arriscar tudo e ficar juntos, de quando decidimos tentar. Se quer mesmo saber, eu fico tão feliz por isso. Cá estamos nós, algum tempo depois só agradecendo por um dia termos nos conhecido, jogado o papo fora e nos apaixonado. Eu, que não acredito no "tudo acontece por um motivo", "só pode ser coisa do destino!", "estava escrito nas estrelas" começo a ter lá minhas duvidas, porque você é bom de mais para ser verdade, bom demais para ser o cara que conheci de repente.
Somos uma mistura das coisas boas e ruins de um relacionamento. Somos opostos também. Eu lua, você sol. Eu gritaria, você silêncio. Eu noite, você dia. Eu janeiro, você dezembro. Eu viagem, você casa. Eu ônibus, você carro. Eu hambúrguer, você salada. E ás vezes me pergunto o que viu em mim de tão especial que te faz querer-me tanto. Pois veja bem eu sou tudo aquilo que em você resmungava e criticava no twitter a dois anos atrás, sou aquilo que você requeria distancia. É, sou o tipo de garota na qual você não tinha nenhum tipo de interesse. Mas as coisas mudam, você se surpreendeu com o meu jeito assim como eu com o teu. Apesar dos apesares conseguimos construir um relacionamento. E de começo sempre pensei "Isso nunca vai dar certo", depois notei-me que já estava pensando "Isso tem que dar certo!"
Sou oficialmente autorizada em dizer pelo meu coração que tenho fortes sentimentos por você e que devo expressa-los para melhor conforto. Como disse, opostos somos. Você ler, eu assisto. Tu sabes que sou terrível para escrever, que não gosto dos livros e prefiro os filmes que são resumidos e impactantes. Porém, meu amor, quero lhe agradar da melhor forma possível. Li alguns textos de amor, pesquisei algumas palavras e cá estou eu lhe escrevendo este texto para que você veja o meu esforço e meu amor descritos nesse pedaço de papel. E eu sei que lendo isso você deve estar ainda mais apaixonado, porque é o que o amor faz conosco. Sempre que você me faz algo de que gosto, me agrada com algo que eu prefira, meu sentimento sempre cresce mais um pouco. É sempre assim.
Talvez, apenas talvez, eu não te mereça tanto assim. Você não é perfeito, no entanto é "areia demais pro meu caminhãozinho" e eu tenho que me dar o esforço de ser para você a garota certa, a garota que esta a altura de namorar um cara como você, mesmo que no fundo, ela merecesse algo menos incrível. Então obrigada por ser meu, e não desistir. Obrigada por aqui estar e apesar dos meus diversos defeitos, me amar como ama. Eu te amo hoje, amanha e em outros dias te amarei bem mais. Nunca se esqueça disso, esse é um texto sobre nós. Pequena e gigante.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Escolhi sentir tua falta hoje, amor.

A casa agora estava vazia, a quatro horas atrás todo mundo tinha ido. Eu fiquei porque sou a dona da festa que acabou. Em geral, foi ótima. Bebemos muito, fizemos loucuras e tiramos umas fotos para recordação. É, estava tudo muito legal. Eu, particularmente, me diverti em excesso. De uma forma que eu pensei que jamais seria. Ultimamente diversão é uma coisa que tem se passado a distancia de mim. Ontem, finalmente, matei a saudade dessa experiencia. Ai você deve estar se perguntando agora: Quer dizer então que você não esta mais triste? Ai eu te respondo: Olha, se você tivesse me perguntado ontem a noite, eu diria que não. Mas agora, que todos se foram e eu já tirei um cochilo, posso lhe dizer que estou ainda pior. Por que? Ele estava lá.
Ele estava lá, com sua blusa de gola e a calça jeans que a propósito foi presente meu. Pena que a festa era para os formandos, e ele, é um deles. Então é, eu o vi. Esperei que ele falasse comigo a noite toda, mas acho que nem me olhar, ele me olhou. Tentei me distrair ao máximo com aquelas bebidas e os garotos solteiros. Eu consegui. Fiquei tão feliz que me esqueci da presença dele. Foi um alivio. Pensei que a noite seria uma tragédia após vê-lo passar pela porta, ainda bem que estava enganada. Agora tu me pergunta outra vez, como fui voltar a tristeza?
Nem quero saber na verdade. É meio óbvio. A bebida perdeu o efeito e as distrações foram embora. Ah, adivinha quem também foi? Ele. Da festa e da minha vida. Que droga, que abismo, que fatalidade. Que vontade que eu tenho de gritar ao mundo o quanto eu não concordo com essa ida sem volta. Porém, fico quieta no meu canto. Espero a vida passar me acostumo com a tristeza que me pega nos momentos que fico sozinha. Agora, não sei se fico arrependida por ter me distraído tanto ontem a noite que não fui tentar mais uma vez ou se fico feliz por não ter me decepcionado ontem. Cada um diz uma coisa, e eu fico aqui sem saber o que pensar ou fazer.
Sinto a saudade me consumindo a cada dia, e não sei quando ela pretende parar. Sejamos honestos, nós seres humanos, curtimos a saudade. Se não fosse verdade, não a sentiríamos. É verdade, somos capazes de controlar o que sentimos. Quero dizer, temos opções. Não somos obrigados a sofrer, escolhemos isso. É duro encarar essa realidade, mas lá no fundo tudo isso nos faz bem, nos fazer crescer. Digo isso porque não é a primeira vez que um cara cujo eu jurei ser o amor da minha vida me abandonou. Droga de vida, que insiste em nos apresentar aos homens errados. Cansei disso, cansei da tristeza, cansei da saudade, cansei de tudo. Cansei, mas por ainda ter esperanças, aguento mais um pouco.

sábado, 20 de abril de 2013

Meu coração tem segredos.

Oi, como vai? Há tanto tempo não lhe escrevo, tive até medo de não conseguir começar. Vou indo logo direto ao ponto para não enrolar e fazer você desistir a leitura. 
Tenho sonhos, desejos, vontades e prazeres. Coisa que todo mundo tem, até aqueles que discordam. E você, mais do que ninguém, sabe quem sou eu e o que procuro. Paz. É tudo o que eu quero. Meus amigos, minha família e até meu novo namorado que em breve será ex vivem me perguntando porque tanto quero paz, porque a paz é meu maior desejo. Por que não o amor, a alegria, a esperança. Eles não sabem, porque eu não disse a eles motivo e nem irei dizer. Porque esse é o nosso segredo, melhor, esse é o seu segredo. Porque te machucaram, e infelizmente tua dor é minha dor e agora, somos sobreviventes de um antigo acidente cujo nos deixou com trauma para o resto de nossas vidas. 
Coração, cá entre nós, os seus segredos me assustam. Porque você não me diz o que esta sentindo? Por que você me deixa confusa? Por que insiste em me deixar sem saber o que realmente sinto em relação a alguém? Sei que você anda se recuperando, mas pode confiar em mim. De verdade, eu só gostaria de entender porque andas com tanto medo. Por que nós fugimos do amor? Ah sim, porque o amor nos fez sofrer. Todavia ainda não entendo porque ficamos chateados, dizem por ai que é só seguir em frente. É tão difícil assim? Só pode! Coração, não vamos desistir. Vamos encontrar nossa paz e viver nossa vida, vamos dizer adeus a essa dor. Mas por favor, se abra comigo! Vamos, não quero estar-me confusa diante as coisas, diante os sentimentos. Eu procuro pela paz, mas toda vez que encontro algo que parece ser ela sinto medo de ir lá e arriscar e depois quebrar a cara. Sabemos que o culpado também é você.
A vida realmente nos surpreende, ela gosta de nos pisar e nos fazer acreditar que somos fracos. Essa parte eu já entendi. O ponto bom? Cadê ele? Vamos, deixa de tanto segredo e vamos viver juntos uma nova vida. As chances de levarmos uma nova surra são bem grandes, porém temos que arriscar, precisamos arriscar.
Vamos, não negue, não me esconda teus segredos. Diz pra mim, pelo menos dessa vez, de uma vez por toda: Qual é o teu segredo?

terça-feira, 9 de abril de 2013

Não crie expectativas comigo.

Deixe-me ser clara novamente. Não tenho sentimentos fortes por você. Eu desejo a sua boca, não seu coração. Sei que tem sido difícil para você entender, mas é a mais pura verdade. Sinceramente, eu não gosto de criar sentimentos por ninguém, já fiz isso e o resultado não foi muito legal. Sim, você é um bom garoto e essas ultimas semanas tem sido incríveis, gostei de você. No entanto, acaba por ai. Não te amo, não te quero como namorado. Somos eu e você, jamais tornaremos nós. Posso estar sendo grossa, mas tente me entender que eu fiz uma escolha e preciso ser respeitada. Jamais foi a minha intensão fazer com que você se apaixonasse, na verdade, eu avisei que seria apenas uma diversãozinha com fim. Infelizmente, a gente não escolhe por quem vamos nos apaixonar. Na verdade, escolhemos sim, só que somos péssimos nisso e acabamos por escolher a pessoa errada. Enfim, sinto-me culpada por estar te decepcionando. Mas você vai superar, querendo ou não. A milhares de garotas por ai, encontre alguém que se importe contigo. Porque eu só me importo comigo.
Tenho certeza de que no futuro iremos nos encontrar e lá esta você casado com quem merece. Com certeza não será comigo. Então, por que perder seu tempo tentando me conquistar? Se fosse para ser, eu teria sido conquistada nessas ultimas semanas. Então sim, é perda de tempo sua vir atrás de mim. Estou sendo sincera e direta, não quero ser chata, mas você esta sendo. Eu gosta de você quando você não gostava de mim. Agora você esta descartável. Não me leve a mal, como eu disse, eu fiz uma escolha. Você não esta nos meus planos e não espere esta. Eu já sei o final da história, portanto, não quero nem começar.
Alguns dizem que jamais vou saber se não tentar. Honestamente, eu nem quero tentar. Sou feliz com a vida que levo, não quero mudar isso. Por acaso me torno um monstro em querer ser assim? Acho que não. Até porque não estou iludindo ninguém, nem deixando que criem expectativas comigo. Não escondo quem sou, não finjo ser alguém. Eu não gosto de estar apaixonada, é um grande fato. Se você concorda ou não, o problema não é meu. Apenas me deixe em paz, será a melhor coisa que você pode fazer da sua vida.

domingo, 7 de abril de 2013

Te quero.

Te quero. Te quero porque tu me faz sorrir, faz-me dar boas gargalhadas. Porque tu faz o melhor cafuné do mundo e teu carinho faz com que eu me sinta nas nuvens. Porque suas piadas são sem graças, mas o teu jeito é engraçado. Porque você tem cuidado comigo, porque consegue me desvendar sem muito pensar, porque conhece os meus filmes favoritos e sabe da comida que eu odeio, porque me deixa tímida ao olhar em meus olhos, porque sorri como um anjo. Porque tens o melhor abraço de todos, porque tem a voz desafinada e as músicas mais lindas, porque me elogia quando estou largada, porque me protege quando preciso. Porque me faz as melhores surpresas de todas, porque assiste filme antigo agarradinho comigo, porque me leva ao cinema, porque me leva no meu restaurante favorito. Porque sabe me ouvir quando necessito, porque sabe dar bons conselhos.
Te quero. Te quero porque me da a atenção que gosto, porque me da o espaço que desejo. Porque me liga para dar boa noite e dizer que me ama, porque tem ciume daquele garoto na escola, porque me beija na testa, porque me beija na boca. Porque faz lindas poesias, porque toca violão. Porque gosta das minhas cartas de amor, porque gosta do meu amor. Porque tem atitudes, porque demonstra bem o teu sentimento por mim, porque és sincero, porque se importa, porque gostou da ideia de ter dois filhos e casa própria. Porque esta ao meu lado nos momentos bons e ruins. Porque és a pessoa mais implicante que conheço, porque faz uma panqueca deliciosa. Porque me ensina, porque deixa eu te ensinar.
Te quero. Te quero porque você me causa um efeito inexplicável, porque tenho sonhado contigo em noites que acordei sorrindo, porque fico feliz em saber que vou te ver, porque desejo o teu beijo só para  mim. Te quero, muito. Como eu te quero. Você se tornou essa pessoa importante e quero compartilhar contigo tudo o que tenho sentido ao teu lado. Te quero porque te amo e te amo porque te quero. Fico feliz em saber, que você também me quer.

sábado, 6 de abril de 2013

Querido diário, eu sofro.

Querido diário, eu tenho uma confissão a fazer.
Ontem a noite, antes de dormir, deitada em minha cama derramei umas lagrimas. E é claro que de tanta confissão que já lhe fiz, você sabe quem as causou. Eu não sei por quanto tempo mais irei suportar, dói muito. Eu o amo, como o amo, e fui tão sincera sobre meus sentimentos que agora sinto-me uma idiota por ter os expressado. Pois foi assim, de repente, que meu coração foi massacrado com palavras que de fato, jamais desejei ouvir. Eu fui deixada para trás, fui esquecida, fui trocada. Em pensar que esses longos oito meses fizeram-me uma pessoa muito feliz, pois eu estava ao lado de quem eu amava, de quem eu planejava o resto da minha vida. Todavia, as ultimas duas semanas tem sido: Horríveis. Não, o telefone não tocou e o facebook deixou bem claro que ele já esta em outra. Ok, estou chorando novamente.
Talvez eu deva me acostumar com uma vida sem aquele que me faz bem e fixar em minha mente que eu não o mereço, que algo melhor esta por vir. Que não é ele, nunca foi e nunca será. Não acho que eu tenha sido iludida. Creio que tudo foi real. Porém, não era para ser. Acabou. Seis letras que me faz desabafar. Ainda o quero, ainda o amo, ainda tenho esperanças. Me sinto tão inútil, tão burra por ainda esta pensando nele. Eu não deveria, eu deveria esta pensando em outras coisas. Qualquer coisa, menos nele. Droga, deixei cair uma lagrima em cima da palavra acabou. Tá legal, eu preciso de ajuda. Sozinha, não consigo. Sou sensível, você sabe. Sou dessas que chora até pegar no sono, que ouve música triste e se tranca no quarto. Infelizmente, encontro-me sem forças para seguir em frente. 
Eu sei exatamente o que fazer, só não sei como fazer. Sei que devo partir para outra, deixar de pensar sobre o que ocorreu, seguir em frente. Entendo que é o correto para uma vida feliz sem um coração machucado. No entanto, não sei nem como começar. Esquece-lo? Parece impossível, eu não tenho controle sobre o que meu coração sente ou o que minha mente pensa. Que tola que eu sou. Sinto-me tão triste, com uma certa raiva da vida. Por que me apresentar a pessoa perfeita de um dia ela iria me abandonar? Eu mereço isso? Acho que não. 
Querido diário, eu só quero noites de sono em paz, dias sorridentes onde eu estarei bem. Não estou pedindo muito. Eu só quero viver. Amar? Disso quero férias. Apenas viver, sem dor no coração, lagrimas caindo e aperto no peito. Você esteve comigo nos meus melhores e piores momentos, sinto-me péssima em fazer isso, mas é preciso. Irei jogar-te fora. As paginas anteriores não me agradam se é que me entende. Não se preocupe, começarei de novo. Do zero. Ao invés de virar a pagina, mudarei o livro. Talvez facilite as coisas, talvez não. Só saberei se tentar.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Droga de rotina.

Eu estava pensando... O que eu irei fazer da minha vida? Cansei dessa rotina, desse dia-a-dia monótono, do faz de conta que nunca acontece. Percebi que minha adolescência esta indo embora e eu não a curti tanto assim. Quero dizer, não fiz todas essas coisas loucas que pessoas da minha idade costumam fazer. Nem pelo menos uma vez. Chega a ser triste, porque segunda de manha tenho de ouvir meus amigos comentando sobre o final de semana inesquecível deles, enquanto eu passei o sábado a noite assistindo filme repetido e o no domingo eu dormi quase que o dia inteiro. Não estou reclamando, sou feliz assim, porém não tive tantas experiencias.
Eu nunca namorei sério, só beijei meia duzia de caras, jamais senti amor por alguém, nunca fui em baladas, nunca bebi algo alcoólico ou fumei um cigarro, nunca sai escondido ou fiz algo "perigoso", nunca voltei de madrugada para casa, nem sequer depois de onze horas da noite. Não da para listar tudo que não fiz, é mais fácil dizer o que já fiz. Geralmente meu dia se resume em escola, ficar em casa assistindo tv e lendo livro e de vez enquanto saio com uns amigos. Nada demais. Minha vida é uma verdadeira merda.
Estou no ultimo ano de escola, tenho quase dezoito. Considero-me uma pessoa madura, responsável. No entanto, sem experiencias, sem história para contar. Nunca sofri por amor, nunca o deixei entrar. Nunca vivi um romance, nunca nem tive de apresentar alguém aos meus pais. Que saco. Sinceramente, eu desejaria mudar essa situação. Sei lá, é que de repente me peguei pensando nas festas que perdi, nos caras que eu não cumprimentei, nas bebias que recusei. Bastou-me refletir que vi que deixei a vida passar sem aproveita-la. Se eu morrer hoje, saberei que não fiz nem um terço do que queria. Isso me deixa frustada, e com vontade enorme de começar a agir.
Ah, vivi com essa rotina até agora. Meu novo desejo é mudar esse cotidiano que tenho vivido nos últimos dezessete anos. Pois a juventude é nossa melhor fase, é a época de fazermos loucura, experimentarmos novas coisas. E eu não vou deixar passar, ainda tenho um tempinho sobrando.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

O boteco.

E lá estava ele, mais uma vez sentado naquele sofá insignificante no canto do boteco. Com um copo de vinho na mão, ele bebia e refletia sobre a vida que passava. Não, ele não estava bem. No entanto, aquele sofá era teu ponto de encontro. Sempre que pudesse, lá estava ele. Sentado e observando as mais belas mulheres dançando no palco, no corredor, ao lado dele, sobre ele. Em qualquer lugar. Despindo suas pernas definidas e raspadas. É, muita mulher bonita e ele pode as ter a hora que quiser, naquele momento se desejar. No entanto, ele não deseja nenhuma delas. Empurrou três que tentaram subir em seu corpo, e continuou a beber. Teu amigo, não tão intimo, mas que costumava a ser um amigo que ali com ele estava. Do outro lado do boteco observava e pensava consigo: "Tem alguma coisa de errada com ele, com certeza não esta feliz. Por que? Jamais o vi triste, de fato, ele é o cara mais frio que conheço. Quem será que o esquentou?"
Loira, magra e baixa. Cabelo grande e ondulado. Não, de fato não era uma das mulheres oferecidas que ali estavam. A dona do rostinho de boneca a esta hora estava em sono profundo, após ter chorado por uma hora sem parar. Ela, com teu jeito responsável, sua mente brilhante, tua personalidade batalhadora, roubou o coração daquele cara sentado no sofá do boteco. Ah, que pena. Para ele, uma grande merda. Jamais amou, jamais teve algo tão sério com alguém que quando finalmente encontrou quem realmente se importasse com ele, não soube da valor. Sim, ele a amava, sim, ele a queria. Nas tardes de sábados, mas ao sair da casa dela ia direto ao boteco. Droga de lugar, que o chama não importa a situação. Ele o ferrou uma vez e o ferrará novamente. Idiota ele que achou que as noites de farra não iriam atrapalhar. Que viver como cafajeste mesmo após tua amada ter lhe dado uma chance não seria sua pior decisão. Agora é tarde, ela se cansou. Depois de tantos "Eu te perdoo!", ela não aguenta mais.
Agora senta garotão, refletindo ali sozinho com esse copo na mão ele percebe a grande merda que tem feito. Percebe que perdeu quem realmente o trazia a felicidade. Não era o boteco, não era a bebida, não eram as mulheres, mas sim a garota loira pela qual ele negou ter quaisquer sentimentos. Por medo de se entregar, acabou sofrendo. No fundo, ele sabe que deve correr atrás, contudo teu orgulho chama mais alto. Agora, aquele amigo não tão intimido se aproxima com aquele sorriso malandro e da uma sacaneada. "Chega de drama, escolha uma mulher e deixe com que elas façam o resto do trabalho. Amanha bem cedo ao acordar, nem se lembrará do nome dessa pilantra que ta te fazendo assim agora". É, lá no fundo ele sabe que não deveria dar ouvidos ao cara. Entretanto, ele deu. Deu porque geralmente é o que ele faz para esquecer dos problemas e se distrair. Deu porque não tinha nada mais a perder. E então foi. A morena, com peitos grandes e um olhar sedutor. A boca carnuda foi o que mais o chamou atenção. Ele a implorou: "Me tira desse mundo, me faz esquecer. Deixe-me te possuir, preciso saber que ainda tenho esse poder!"
Sem pensar muito nas consequências, juntamente com o sorriso no rosto, o homem levou a moça para o quarto e fizeram o que deveriam fazer. Realmente, foi inacreditável. Ele adorou, poderia repetir a doze se não tivesse que ir para casa. Tá de ressaca, mais que droga. O boteco sempre acaba com ele, no final das contas é mais um esporro do pai que ele leva. E um esporro da vida. Por não saber amar, estragou tudo. Por não saber consertar o erro, acabou o multiplicando. Agora deita em sua cama e chora, chora porque a noite de farra acabou e o amor que ela tinha também. Sua vida fracassou. Agora ele odeia aquele boteco, porque de tão bom que ele era, destruía tua vida. E mais uma vez ele pensou em nunca mais voltar lá, e o telefone tocou, alguém o convidando para lá ir. Será que ele aceitou?

domingo, 31 de março de 2013

Lembranças.

Tirei a tarde do meu sábado para me desfazer das coisas velhas. Das coisas que não mais servem. Comecei pelo guarda roupa e retirei de lá tudo que já não me cabia mais, pensei em fazer doação ou dar as minhas primas. Em instantes, meu quarto já estaria em uma bagunça completa. Tudo bem, não posso mais adiar isso. Em pensar que tem os CDs, uns livros e um monte de coisa dentro do meu guarda roupa que só pegando para saber o que é. Bom, minha mãe me mataria se soubesse que ainda guardo minhas tralhas, então decidi ser responsável por hoje.
Agora, com caixas e tralhas espalhados pelo meu mundo que muitos chamam de quarto, sentada no chão paro para pensar, paro para refletir. Porque eu já vi tanta coisa dentro de umas caixas, no bolso de umas calças e é triste, talvez. Estou me livrando de coisas que já me fizeram muito bem, que um dia eu jurei jamais jogar fora e hoje, já não tem nenhum valor para mim. E por mais que já não valha nada, ainda me sinto culpada por me desfazer. De fato, não sou boa em dizer adeus. Jamais fui, jamais serei. Por mais bobo que seja, não consigo dar as costas.
Encontrei minha infância: Da minha primeira Barbie toda descabelada e com a mão mordida até a minha boneca com a cara rabiscada que sabe falar vinte frases diferentes. Encontrei minha pré adolescência  Da primeira cartinha de amor que recebi do menino tímido da sala até o ingresso da minha primeira festa. Encontrei as fotos daquelas férias divertidas na praia, e outras fotos da época no fundamental, onde todo mundo era meu amigo. Não posso me esquecer dos ingressos de cinema que tive com o meu primeiro amor, aquele que me fez sofrer muito depois de nove meses juntos. Achei o ingresso do show da banda que eu idolatrava, gastei quase 300 reais nele. Encontrei a roupa que usei no meu aniversário de 14, e olha que hoje tenho 17.
Ah, lembranças. Algumas me fazem querer chorar, outras me fazem dar boas risadas. Não sei quanto tempo eu ficaria aqui olhando e relembrando de tudo que já vivi, mas sei que não mudaria nada em meu passado. Hoje, sou feliz, sou grata pelas experiências. Meu passado: dele eu não tenho vergonha. Ele me fez crescer, me fez amadurecer. Sou assim hoje graças a ele. Ter feito esse balanço aqui em meu quarto me fez perceber que nada acontece por acaso, tudo é para ser experiência. Tudo te ensina. As vezes não percebemos o tamanho do ensinamento, todavia, somos sempre os estudantes da própria vida. Aprendendo para em breve, sermos nossos professores. De fato, eu mudei bastante daquela epoca para cá e de fato, ainda sou a mesma pessoa. Nunca me esquecerei de quem eu fui, de quem eu sou agora. De uma coisa estou certa: Agradeço pela vida que tenho.

sábado, 30 de março de 2013

De amizade colorida para namoro preto e branco.

Concordamos que seria apenas uma diversão para não enjoar as férias, que não teria compromisso e o único sentimento aceitável seria a atração. E então começamos nosso acordo, seis de dezembro se não me engano e você me beijou com toda a vontade que tinha, e eu só pensava sobre como suas mãos envolvidas em meu corpo era bom. Eu sabia que aquilo não iria prestar, a gente tinha muita química  nosso beijo era perfeito, nunca beijei alguém assim. Foi então que percebi que tu era a minha pegação perfeita. Ninguém melhor que você para se tornar a minha amizade colorida. E assim foi, nossas férias com encontros secretos para nos divertimos a "nossa" moda, te agradeço muito por isso. Tu mesmo que me falou que fomos feitos para esse tipo de relacionamento, que não conseguiríamos agir assim com outros. E de fato, concordo contigo.
Concordava contigo. Porque você se esqueceu de não ser legal comigo a ponto de me fazer criar "sentimentos além da atração". Não sou de pedra, não sei me controlar tanto assim. Você me fez rir, me fez sentir alguma coisa no estomago e eu já sorri ao pensar em você. Concordamos que seria só diversão sem compromisso, foi por isso que escondi meus sentimentos. Eu fiquei triste, perdi esperanças, a pior parte é que eu não queria acabar com o que tínhamos. Fim das férias, fim de nós. Eu estava preparada - para fingir - para não me importar com sua partida. O que eu não esperava era que, você não quis partir.
Nos declaramos, foi algo fofo. Começamos a namorar, era um sonho tão bom de estar sendo realizado. Nas primeiras semanas eu me entreguei a ti, quis o teu bem assim como tu quis o meu. Só que não estava legal. Estava? Somos diferentes em excesso. Você fazia coisas que eu detestava e eu fazia coisas que você detestava. No final das contas, a gente nunca ligava um para o outro, a gente nunca via filme juntos e agarradinhos. Nosso namoro era frio, não fazia sentido. Eu não gostava, muito menos você. O que diabos estávamos fazendo?
Como você disse, fomos feitos para o relacionamento sem compromisso, sem sentimentos. Enquanto não houver sentimento e compromisso sério, estaremos bem. Mas se tivermos, estaremos mal. Não somos alma gêmea, não fomos feitos para casar. Fomos feitos para se divertir. Eu nunca te quis como pai dos meus filhos, mas sempre te desejei na minha cama. Nossa relação é diferente. Não é romance, é só um lance. Lamento em dizer, no entanto sei que tu também lamenta. Acabamos por aqui, dessa vez, acabamos de vez.