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sábado, 22 de junho de 2013

A garota que gosta de aproveitar a vida.

Um pouco mais louca do que as outras garotas. Apenas tentando viver a vida intensamente, como aconselham por ai. Não me interesso se existe a opção "me dar mal" ou "me arrepender", quero apenas arriscar as cartas e experimentar todas as coisas boas da vida. Claro que já experimentei coisas ruins, mas delas eu não sabia que eram ruim. Sabe como é, "aprender na marra", "Vê para crer". Em geral, sou assim, cheia de vontades, nunca sinto o desejo de parar. Sempre acho que falta algo, que preciso fazer mais alguma coisa e que ainda não fui louca o suficiente. Sou a garota que você já ouviu falar, claro, em algum comentário talvez, sempre no final de algum desafio "Ah, ela já fez isso" e para mim, será um orgulho afirmar.
Não acredito em próximas vidas, acredito que estou vivendo esta agora e que ela será a única e que a qualquer momento poderá chegar ao fim. Podendo ser amanha ou daqui a cem anos, ainda sim pretendo ser sempre esta garota. Porque assim sou eu, e eu gosto de ter toda essa coragem que não me deixa dizer não para qualquer coisa.
Por assim dizer, é correto informar que é sempre bom ter uma regra para a vida, ou várias. Eu, dito logo para mim mesma que: Devo aproveitar a vida, sem medo de fazer, sem medo de me arrepender, sem medo do que vão pensar sobre. E eu acho que todos deveriam ser assim, aproveitar mais a vida, que por sinal, é maravilhosa na maior parte do tempo(Pelo menos no meu ponto de vista). Me incomoda ver pessoas passando o dia inteiro em suas camas assistindo os mesmos filmes, comendo as mesmas coisas, dormindo e tendo sonhos cujo nas cenas esta aproveitando a vida, mas não se levanta para realiza-los. É um pouco triste até, mas não posso questionar. Apenas me interesso em saber da minha felicidade, tento mante-la acessa o máximo que eu puder. Mesmo que eu tenha que ser louca, pelo menos sou feliz.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Não crie expectativas comigo.

Deixe-me ser clara novamente. Não tenho sentimentos fortes por você. Eu desejo a sua boca, não seu coração. Sei que tem sido difícil para você entender, mas é a mais pura verdade. Sinceramente, eu não gosto de criar sentimentos por ninguém, já fiz isso e o resultado não foi muito legal. Sim, você é um bom garoto e essas ultimas semanas tem sido incríveis, gostei de você. No entanto, acaba por ai. Não te amo, não te quero como namorado. Somos eu e você, jamais tornaremos nós. Posso estar sendo grossa, mas tente me entender que eu fiz uma escolha e preciso ser respeitada. Jamais foi a minha intensão fazer com que você se apaixonasse, na verdade, eu avisei que seria apenas uma diversãozinha com fim. Infelizmente, a gente não escolhe por quem vamos nos apaixonar. Na verdade, escolhemos sim, só que somos péssimos nisso e acabamos por escolher a pessoa errada. Enfim, sinto-me culpada por estar te decepcionando. Mas você vai superar, querendo ou não. A milhares de garotas por ai, encontre alguém que se importe contigo. Porque eu só me importo comigo.
Tenho certeza de que no futuro iremos nos encontrar e lá esta você casado com quem merece. Com certeza não será comigo. Então, por que perder seu tempo tentando me conquistar? Se fosse para ser, eu teria sido conquistada nessas ultimas semanas. Então sim, é perda de tempo sua vir atrás de mim. Estou sendo sincera e direta, não quero ser chata, mas você esta sendo. Eu gosta de você quando você não gostava de mim. Agora você esta descartável. Não me leve a mal, como eu disse, eu fiz uma escolha. Você não esta nos meus planos e não espere esta. Eu já sei o final da história, portanto, não quero nem começar.
Alguns dizem que jamais vou saber se não tentar. Honestamente, eu nem quero tentar. Sou feliz com a vida que levo, não quero mudar isso. Por acaso me torno um monstro em querer ser assim? Acho que não. Até porque não estou iludindo ninguém, nem deixando que criem expectativas comigo. Não escondo quem sou, não finjo ser alguém. Eu não gosto de estar apaixonada, é um grande fato. Se você concorda ou não, o problema não é meu. Apenas me deixe em paz, será a melhor coisa que você pode fazer da sua vida.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Droga de rotina.

Eu estava pensando... O que eu irei fazer da minha vida? Cansei dessa rotina, desse dia-a-dia monótono, do faz de conta que nunca acontece. Percebi que minha adolescência esta indo embora e eu não a curti tanto assim. Quero dizer, não fiz todas essas coisas loucas que pessoas da minha idade costumam fazer. Nem pelo menos uma vez. Chega a ser triste, porque segunda de manha tenho de ouvir meus amigos comentando sobre o final de semana inesquecível deles, enquanto eu passei o sábado a noite assistindo filme repetido e o no domingo eu dormi quase que o dia inteiro. Não estou reclamando, sou feliz assim, porém não tive tantas experiencias.
Eu nunca namorei sério, só beijei meia duzia de caras, jamais senti amor por alguém, nunca fui em baladas, nunca bebi algo alcoólico ou fumei um cigarro, nunca sai escondido ou fiz algo "perigoso", nunca voltei de madrugada para casa, nem sequer depois de onze horas da noite. Não da para listar tudo que não fiz, é mais fácil dizer o que já fiz. Geralmente meu dia se resume em escola, ficar em casa assistindo tv e lendo livro e de vez enquanto saio com uns amigos. Nada demais. Minha vida é uma verdadeira merda.
Estou no ultimo ano de escola, tenho quase dezoito. Considero-me uma pessoa madura, responsável. No entanto, sem experiencias, sem história para contar. Nunca sofri por amor, nunca o deixei entrar. Nunca vivi um romance, nunca nem tive de apresentar alguém aos meus pais. Que saco. Sinceramente, eu desejaria mudar essa situação. Sei lá, é que de repente me peguei pensando nas festas que perdi, nos caras que eu não cumprimentei, nas bebias que recusei. Bastou-me refletir que vi que deixei a vida passar sem aproveita-la. Se eu morrer hoje, saberei que não fiz nem um terço do que queria. Isso me deixa frustada, e com vontade enorme de começar a agir.
Ah, vivi com essa rotina até agora. Meu novo desejo é mudar esse cotidiano que tenho vivido nos últimos dezessete anos. Pois a juventude é nossa melhor fase, é a época de fazermos loucura, experimentarmos novas coisas. E eu não vou deixar passar, ainda tenho um tempinho sobrando.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

O boteco.

E lá estava ele, mais uma vez sentado naquele sofá insignificante no canto do boteco. Com um copo de vinho na mão, ele bebia e refletia sobre a vida que passava. Não, ele não estava bem. No entanto, aquele sofá era teu ponto de encontro. Sempre que pudesse, lá estava ele. Sentado e observando as mais belas mulheres dançando no palco, no corredor, ao lado dele, sobre ele. Em qualquer lugar. Despindo suas pernas definidas e raspadas. É, muita mulher bonita e ele pode as ter a hora que quiser, naquele momento se desejar. No entanto, ele não deseja nenhuma delas. Empurrou três que tentaram subir em seu corpo, e continuou a beber. Teu amigo, não tão intimo, mas que costumava a ser um amigo que ali com ele estava. Do outro lado do boteco observava e pensava consigo: "Tem alguma coisa de errada com ele, com certeza não esta feliz. Por que? Jamais o vi triste, de fato, ele é o cara mais frio que conheço. Quem será que o esquentou?"
Loira, magra e baixa. Cabelo grande e ondulado. Não, de fato não era uma das mulheres oferecidas que ali estavam. A dona do rostinho de boneca a esta hora estava em sono profundo, após ter chorado por uma hora sem parar. Ela, com teu jeito responsável, sua mente brilhante, tua personalidade batalhadora, roubou o coração daquele cara sentado no sofá do boteco. Ah, que pena. Para ele, uma grande merda. Jamais amou, jamais teve algo tão sério com alguém que quando finalmente encontrou quem realmente se importasse com ele, não soube da valor. Sim, ele a amava, sim, ele a queria. Nas tardes de sábados, mas ao sair da casa dela ia direto ao boteco. Droga de lugar, que o chama não importa a situação. Ele o ferrou uma vez e o ferrará novamente. Idiota ele que achou que as noites de farra não iriam atrapalhar. Que viver como cafajeste mesmo após tua amada ter lhe dado uma chance não seria sua pior decisão. Agora é tarde, ela se cansou. Depois de tantos "Eu te perdoo!", ela não aguenta mais.
Agora senta garotão, refletindo ali sozinho com esse copo na mão ele percebe a grande merda que tem feito. Percebe que perdeu quem realmente o trazia a felicidade. Não era o boteco, não era a bebida, não eram as mulheres, mas sim a garota loira pela qual ele negou ter quaisquer sentimentos. Por medo de se entregar, acabou sofrendo. No fundo, ele sabe que deve correr atrás, contudo teu orgulho chama mais alto. Agora, aquele amigo não tão intimido se aproxima com aquele sorriso malandro e da uma sacaneada. "Chega de drama, escolha uma mulher e deixe com que elas façam o resto do trabalho. Amanha bem cedo ao acordar, nem se lembrará do nome dessa pilantra que ta te fazendo assim agora". É, lá no fundo ele sabe que não deveria dar ouvidos ao cara. Entretanto, ele deu. Deu porque geralmente é o que ele faz para esquecer dos problemas e se distrair. Deu porque não tinha nada mais a perder. E então foi. A morena, com peitos grandes e um olhar sedutor. A boca carnuda foi o que mais o chamou atenção. Ele a implorou: "Me tira desse mundo, me faz esquecer. Deixe-me te possuir, preciso saber que ainda tenho esse poder!"
Sem pensar muito nas consequências, juntamente com o sorriso no rosto, o homem levou a moça para o quarto e fizeram o que deveriam fazer. Realmente, foi inacreditável. Ele adorou, poderia repetir a doze se não tivesse que ir para casa. Tá de ressaca, mais que droga. O boteco sempre acaba com ele, no final das contas é mais um esporro do pai que ele leva. E um esporro da vida. Por não saber amar, estragou tudo. Por não saber consertar o erro, acabou o multiplicando. Agora deita em sua cama e chora, chora porque a noite de farra acabou e o amor que ela tinha também. Sua vida fracassou. Agora ele odeia aquele boteco, porque de tão bom que ele era, destruía tua vida. E mais uma vez ele pensou em nunca mais voltar lá, e o telefone tocou, alguém o convidando para lá ir. Será que ele aceitou?

sábado, 30 de março de 2013

Descobri que odeio a independência que sempre desejei.

Sozinha. É como tem sido nos últimos dias. Tranquei-me no meu apartamento localizado no centro da  cidade, o que eu tinha na cabeça quando implorei aos meus responsáveis que me deixassem partir e ter uma vida independente em uma casa só minha? Certo, a ideia era boa, até hoje é. Só que eu me esqueci de que após as saideiras nas quais me deixariam cair na tristeza, chegando em casa não haveria ninguém lá para me consolar. Eu chegaria sozinha. Eu não pensei sobre isso no momento em que parti. Agora, sinto falta. Pior, agora sinto-me em uma solidão constante. Chego em casa após o dia de trabalho querendo contar as novidades para alguém, mas não há ninguém. Só preciso pegar o telefone, e conversar, mas quem me dera o abraço e parabéns? E o de consolo, que eu necessito muito mais? Ah a vida é mesmo uma droga, nós humanos nunca estamos satisfeitos. Eu mesma recordo de como eu reclamava de morar com meus pais, de como era chato ter hora para chegar em casa ou de como eu era pregada de regras sobre quem eu poderia levar até lá. E agora, reclamo porque fico três da manha na rua e ninguém me liga para saber se estou bem ou que irá assistir o último filme do homem aranha enquanto me espera chegar. Ok, só uma tola. Eu deveria me preocupar mesmo com isso?
A questão é que sempre fui um pouco solitária, admito. Eu gosto de gente, gente por perto. Gosto de brigar pelo controle remoto, gosto de implicar com quem comeu o ultimo pedaço do bolo guardado na geladeira, gosto de ser interrompida enquanto leio um livro pela caixa de som do quarto ao lado, gosto de que gritem meu nome para esquentar a janta, gosto de que me liguem dez vezes para me obrigar a voltar para casa meia noite em ponto, gosto de ser acordada domingo de manha por conta do despertador que meu irmão deixou tocar e não acordou para desligar. Gosto de todas essas coisas que me deixam de mal humor e que me fazem reclamar da vida como se fosse a pior coisa do mundo. Infelizmente, só agora tenho dado valor. Agora que estou livre disso tudo, percebo a grande falta que me faz.
Agora, nada mais estou do que chegando em casa a hora que eu quero, dando a festa que eu quiser, levando a pessoa que eu desejar para casa, cozinhando a hora que me der vontade, indo dormir faltando três horas para o trabalho, enfim, estou fazendo coisas que todo mundo sozinha em fazer, inclusive eu. É um sonho isso, nos dois primeiros meses eu pensei estar vivendo o filme da minha vida. Mas é claro que tudo que é bom, tem suas desvantagens. Aliás, não é todo dia que eu dou festas, saio tarde de casa, chamo alguém para ser minha companhia e etc. Quando nada disso eu faço, eu fico sozinha. A televisão já não tem tantos programas legais assim, a internet já perdeu aquela graça toda que tinha, olhar pela janela é coisa que só vou fazer aos setenta e eu tenho que escolher entre fazer nada, rever o mesmo filme ou reler o mesmo livro. É, nesse caso a vida fica chata e eu acabo pensando na saudade.
Moro sozinha. Tenho vinte e um anos e não tenho namorado. Divido meu apartamento com a minha sombra e se não fosse pela minha alergia, um cachorro seria meu melhor amigo aqui. Faz um ano desde que deixei de viver com meus pais e meus três irmãos. Fiz isso porque recebi uma oferta de emprego inacreditável após concluir a faculdade, o salário é bom e a oportunidade é milionária. O dinheiro estava na frente de tudo e de todos até então, agora, nem tenho tanta certeza. Não sei exatamente como me sinto sobre isso. É essa minha sensibilidade, minha solidão, meu gosto excessivo por ter companhia vinte e quatro horas por dia. Eu deveria ter superado depois de tanto tempo, porém não sei bem o que aconteceu. Alguns amigos dizem que nasci parar viver eternamente com os pais, outros dizem que ando precisando realmente de um namorado e tem aqueles que dizem que seria perfeito morar com uma amiga. Enquanto não decido o que fazer, eu escrevo sobre isso, sobre minha experiencia. Essa sou eu sendo adulta, ou pelo menos tentando ser.

quinta-feira, 28 de março de 2013

O desabafo.

- O que aconteceu?
- Longa história...
- Tenho tempo.
E eles se sentaram, com os pensamentos confusos, ela começou a explicar. Tudo tinha começado na noite passada quando um garoto que jurava ser o amor da sua vida partiu seu coração e ela chorou o resto da madrugada. Estava sem rumo, sem esperanças, sem paz, sem nada. Estava sozinha, não tinha com quem falar. Ela não queria sofrer com isso, já sofrera por amor uma vez e viu o quanto é desnecessário e desta vez ela quer manter tudo sobre controle. Só que estava confusa quanto a isso. Da ultima vez, só conseguiu manter o controle das coisas quando desligou seus sentimentos. Literalmente. Quando deixou de amar, de sofrer, de sentir pena, de sentir saudade, de sentir qualquer coisa. Quando ela deixou de se importar. E deu certo, por um longo tempo, nunca mais se magoou. Então, alguém se tornou sua exceção, alguém a mostrou que amar ainda valia a pena e pós isso, ela voltou a se importar. E agora, tempos depois, ela foi magoada por sua unica exceção e sente-se enganada por todo esse tempo. No momento, ela só quer voltar a ser como era antes. A garota de coração frio. É estranho, porque até ontem ela estava tão sensível. Mas de tanto receber um fora da pessoa que ama, ela deixou de se importar. Algumas coisas ficavam difíceis para se dizer, ela precisava ser forte naquele momento. E sempre que dava essa fraqueza, ela se lembrava o quanto valia a pena não sentir isso. Ser forte, isso sim valia a pena e não se entregar a ninguém, o que era melhor ainda.
Agora, sentada ao lado de um cara que notou seu comportamento diferente, ela fala detalhe por detalhe como tudo aconteceu, até que ele se sente comovido e quer ajuda-la. Mas ora, ela não precisa mais de ajuda. Ela não liga, não se importa. Ela quer curtir a vida. Até então, não tinha nada de errado com isso. Excerto por um pequeno grande problema: Ela ta louca para que apareça outra exceção, outro amor, outra esperança. Ela quer ser salva.

sábado, 2 de março de 2013

O que me tornei.

Quando dei por mim já tinha me tornado uma pessoa fria e sem sentimento algum. Por mais que tudo em minha volta se mostrasse feliz, meu rancor era maior que qualquer coisa. Fiquei implicante, chata, mal-humorada e sem educação. Sem entender esses risos descontrolados, e inúteis. Essas frases de impacto que nunca salvarão o mundo, essas pessoas que falam de amor como se fosse algo fácil e simples, pessoas que amam pessoas sem nunca terem se visto pessoalmente; amizades falsas e simplesmente por interesse. Enfim, quando dei por mim, fiquei mais critica e seletiva. Agora só desejo que o mundo me entenda; eu não escolhi ser assim, o mundo me tornou assim. Um dia quem sabe meu senso de ridículo vá embora, e eu volte a gostar do mundo como ele é.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O que vou fazer da minha vida, faculdade?

Estamos - ou pelo menos eu estou - em um ano onde o vestibular chegou para nos pegar de vez. E ano que vem, estar em uma faculdade parece ser um sonho em que queremos muito realizar. Algumas pessoas já estão certas de qual curso irá fazer e já tem em mente os planos da carreira que irá seguir. Porém, outras pessoas não fazem ideia de qual curso irão fazer ou estão em duvida. O que é bastante complicado, porque é a decisão para o resto de nossas vidas - exagero - e não podemos simplesmente escolher qualquer curso. Se bem que algumas pessoas fizeram isso e estão muito felizes com a escolha de olhos fechados. Sempre se ouve falar nos testes vocacionais que eu particulamente acho uma grande bosta. Talvez eu esteja errada, mas os meus resultados me agradavam e ao mesmo tempo me desagradavam.
E vamos falar de mim, aluna do terceiro ano do ensino médio que esta fazendo um pré vestibular e quer muito passar para uma faculdade em que eu não precise pagar por nada. Acho que o fato do meu pai ter pagado todos esses anos uma escola para mim já é o suficiente, esta na hora de eu me tornar idependente. Não tenho faculdade dos sonhos - mentira, eu sonho com a puc - até porque eu vou fazer faculdade mais por fazer, não porque necessito horrores. Aliás, quero fazer faculdade, mesmo que não seja necessário.
Por que a faculdade para mim não é de extrema importancia? Como muitos sabem, eu quero ser escritora. Eu quero viver da publicação dos meus livros, das minhas histórias, dos meus romances e suspense. Não consigo pensar em nada melhor para ganhar dinheiro há não ser escrevendo. É, não serei rica. A não ser que Stephenie Meyer incorpore em mim. No entanto, o fato de eu odiar trabalhar - para quem não sabe, eu trabalho desde os 14 anos com o meu pai - e não conseguir fazer direito aquilo que eu não gosto de fazer faz com que eu desista já da ideia de ir trabalhar em algo só porque a grana é boa. Vou me cansar, me estressar, me desanimar e o dinheiro não vai pagar por isso. Então, resolvi fazer aquilo que sinto prazer em fazer, aquilo que realmente gosto, que me deixa calma, que me deixa feliz. Que é escrever. Talvez, quem sabe, além dos livros, eu vá escrever novelas ou filmes ou qualquer outra coisa. A vida é cheia de surpresas, não é mesmo?
A faculdade que eu irei fazer será jornalismo. Vai ajudar no meu curriculo e talvez, apenas talvez, eu vá trabalhar em revistas ou jornais escrevendo colunas. Não me vejo falando sobre noticias, nem esportes e nem nada. Quero escrever histórias, desabafos, contos, aventuras e qualquer outra coisa. Quero ajudar pessoas, quero escrever conselhos, lutas e derrotas. Você me entende? Eu até viraria piscologa, mas piscologa tem que falar, e meus conselhos só ficam bons quando eu escrevo. Então é isso, nunca - nunca diga nunca Jéssica - me virão escrevendo sobre um desastre fato real que aconteceu em algum lugar, ou sobre o novo presidente de tal país, ou sobre aquele ator que começou a namorar aquela cantora bebada. E então vou cursar jornalismo, se bem que outros cursos já passaram pela minha cabeça. Mas algo me diz que o mais adequadro é o jornalismo e eu gosto até. Quem sabe um dia na tv eu tenha meu programa "encontro com a Jéssica Laine"? Ok, nunca vou ter porque vou morrer de vergonha frente as cameras.
Ah só de pensar que um dia vou estar segurando um livro de capa dura escrito por J. L. Barbosa me da arrepios. Sim, será meu nome de escritora. Não acho que Jéssica Laine combine e J. L. Barbosa combina até demais. Enfim, estou muito feliz que semana passada o meu livro ultrapassou a página 100 lá no word. Parece pouco, mas é que minha lerdeza demorou a chegar nela desde que cheguei na página 60. Acho que sim, até o final do ano eu consigo terminar e quem sabe, publicar.Aliás, se alguém souber de alguma editora boa que publique livros de quem não é, digamos assim, conhecido por ai, me avisem por favor. Preciso começar a mandar e-mails e saber quem será minha editora linda na qual irá publicar meu livro lindo.
Então, um conselho para você que ainda não sabe o que fazer da sua vida. Não escolha sua profissão pelo dinheiro que ela vai te dar ou porque os outros estão dizendo que é legal. Escolha aquilo que é relacionado com o teu hobbie. Se tu gosta de moda, trabalhe com algo relacionado a isso. Se tu gosta de desenhar, trabalhe com algo relacionado a isso. Trabalhando naquilo que é mais como um hobbie do que um trabalho, as chances de crescer e ganhar dinheiro são bem maiores do que você trabalhar em algo que não gosta e não sabe muita coisa. Bom, é isso. Minha meta é: Realizar meus sonhos.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Zé, precisamos conversar.

Por favor, não tente me entender. Estou passando por uma fase e será que você não entende que eu estou, tipo que, gostando dela? Bom, sofri demais, e bom, eu tive vontade de morrer. Agora, finalmente me sinto liberta dessa solidão. Então, deixe-me aproveita-la sem interrupção. É, festas aos sábados se tornam boas demais, e aquelas bebidas que te deixam doido. Sabe quais bebidas estou falando, Zé? Então, estou apaixonada por elas. Só por elas. Não brigue comigo, eu sei que é meio errado, que eu deveria estar em casa estudando. Mas eu não ligo, não mais. Preciso aproveitar a vida. Ah, fiquei com uns meninos e alguns deles disseram que estavam apaixonado por mim, é sério isso? Garotos se declarando para mim toda santa hora e sabe o que eu faço? Eu digo que é melhor a gente parar de se falar. Bom, Zé, não me leve a mal. Mas não gosto desses garotos, e não quero iludir ninguém. Se bem, que não me importo com eles, então dizer adeus é a melhor opção.
Arrumei um namorado de três meses, estava entediada e depois de um tempo ele ficou chato e começou a dizer que me amava, então achei melhor por um fim nisso antes que a coisa ficasse séria. Não me culpe e não tente entender o por que dessas coisas. Nem eu mesmo entendo. É complicado, assim como eu. Estou totalmente desligada dos meus sentimentos, só quero saber de curtir. Minhas amizades acham que é normal, porque me acham normal. Acham normal eu não conseguir me apegar a nenhum cara que tenta se aproximar.
Bom, a vida é assim mesmo. Temos nossas fases e sei que isso vai passar, não vai Zé? Porque eu estou gostando da minha nova eu, bem melhor do que aquela idiota que foi traída por seu principe encantado. Se bem que eu me pergunto, será que algum dia eu vou me apaixonar? Acho que não, é muito difícil. Caras perfeitos já vieram se declarar para mim, garotos que meus pais iriam amar e sabe o que ocorreu? Eu não senti nada mais do que uma atração física. Porque a única coisa que eu sinto é atração física. Desejo de beijar a pessoa e depois ir embora. Não acho que isto seja um problema, então pare de me olhar desse jeito.
Oh Zé, você é meu melhor amigo agora, podemos ir beber e dançar a noite toda agora? Obrigada!

Nota: Isto realmente aconteceu comigo e não é só isso, tem continuação. Vou fazer outros textos e ir postando na ordem. Não é desabafo, porque eu nem sinto nada disso mais, tanto que o texto ta uma merda. O que é bom. Enfim, não sei escrever sobre o meu passado, não sei escrever sobre meus sentimentos, só os felizes. Então...
O texto antes deste é: Sobre o cara que mudou a minha vida

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Sobre o cara que mudou a minha vida.

 Era uma vida normal, um coração normal, uma garota normal. Era eu. Crescida e com o pensamento que mamãe e papai e escola me ensinaram a ter. Não era mais criança, era quase adolescente. Ok, pré adolescente e o que eu costumava fazer? Escutar as músicas da minha banda preferida - e que eu era fã até demais - como se não tivesse nada a perder. Ficar no computador em um mundo virtual onde as pessoas se relacionam e fingem ser outras pessoas. Esse mundo, conhecido popularmente como fake. Sim, falso. E lá estava eu, garota sem muitas experiencias e por pura inocência criando um perfil. E lá estava você, por que diabos tinha que usar a foto do meu ídolo favorito? Nunca te contei, mas eu só fui falar contigo por causa disso. Coisas falsas, coisas que eram apenas para serem levadas na brincadeira e admito eu: Não sei brincar, não sei fingir que gosto sem estar gostando realmente.
A verdade é que quanto mais os dias se passam e mais a gente conversa, mas eu te queria por perto. E quem diria que a vida é tão boa, eu me apaixonei por ti e fui correspondida. Revelamos nossas identidades verdadeiras e vivemos um relacionamento online. Você era lindo, por dentro e por fora. Fazia eu me sentir especial, era fantástico falar contigo. Cheguei a pensar de que era você o cara da minha vida, o cara que iria me propor em casamento. Meus pais brigavam comigo porque eu ficava muito tempo no computador, mas eu nem ligava. Valia a pena porque era você. Eu te amava, você me amava. A gente se lembrava. Eu jamais pensei que seria feliz assim com alguém. Era a primeira vez que eu estava amando na vida, queria eu que fosse para sempre.
É engraçado o fato de que eu te amei como nos livros de romance, no entanto nunca toquei o teu rosto, nunca beijei teus lábios, nunca senti teu abraço. Só me dei conta de quanto isto era ruim, nas noites em que eu precisava e sabia que não teria. E no meio de toda aquela felicidade, eu me encontrei triste. Eu te queria por perto, fora das telas.
E então, essa nem foi a pior parte. A pior parte sem duvidas foi aquela, em que de repente, fui trocada. Fui substituída. Não substituída por uma garota qualquer e sim por uma amiga minha. Que preferiu se declarar a ti do que valorizar nossa amizade, e como bom cafajeste você ficou com ela. Não de uma hora para outra é claro, você teve de nos enrolar por duas semanas para decidir com quem ficaria. Resultado? Eu perdi.
Quando levamos o pé na bunda do nosso primeiro amor, o coração se despedaça. Eu fiquei bem triste, perdi uns amigos e me isolei por um tempo. Depois de um longo tempo de sofrimento, dor e ódio, eu mudei. 
Mudei porque o amor era uma droga, porque não podemos confiar em ninguém, nem no melhor amigo, porque por mais que sejamos bons, alguém vai pisar na gente. Mudei porque eu aprendi, porque finalmente alguém teve a coragem de me mostrar que a vida não era fácil e que eu precisava aprender bem mais. Soltei o cabelo, usei outros tipos de roupa, fiquei com uns caras tarados, dei fora nos caras legais e fiquei fria. 
Era uma nova eu, com novas experiencias. Pode ter sido a fase mais morta da minha vida, mais horrível  mas eu ergui a cabeça finalmente e resolvi então, fazer diferente. Porque não vale a pena, não mesmo. Era eu, apenas, deletando meu passado - ou pelo menos tentando - enquanto deletava meu perfil virtual e todos os rastros de que um dia, eu tive você.

Nota: Isto realmente aconteceu comigo e não é só isso, tem continuação. Vou fazer outros textos e ir postando na ordem. Não é desabafo, porque eu nem sinto nada disso mais, tanto que o texto ta uma merda. O que é bom. Enfim, não sei escrever sobre o meu passado, não sei escrever sobre meus sentimentos, só os felizes. Então...

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Um jogo.

     Eu nunca acreditei na possibilidade de fechar os olhos e encontrar você, e então eu os fechei, só para checar se realmente era verdade. Não pude sentir aquele seu abraço que tanto me aquecia antigamente, e nem os beijos que ao tocar minha pele me arrepiava por inteira. Mas encontrei você, sonhei acordada, lembrei dos seus abraços, dos seus beijos, do seu toque, das juras, das promessas e da pessoa por quem eu havia me apaixonado. Os meus pensamentos são diferentes dos seus. A verdade é que não só nos distanciamos, mas você mudou também. Eu acho que você mudou para pior, e sinceramente? Eu odiei aquele que você se transformou. Mas ainda é você, sente a diferença: É você… Eu ainda sei sorrir. Continuo a mesma boba de sempre. Quem me vê assim não percebe o tamanho do vazio que tenho aqui dentro. É estranho. A pior dor que existe é aquela de não sentir “dor nenhuma”, não sentir nada. E é isso que eu tenho sentido desde que não tenho mais você aqui. Eu poderia te pedir pra voltar, mas seria injusto. É uma decisão sua e eu não quero interferir. Só me diz uma coisa… Você ainda sente a minha falta? Eu tenho o direito de saber, afinal, os meus sentimentos também estão em jogo. E é exatamente isso que nós estamos vivendo. Um jogo. Um teste de resistência pra ver qual coração é mais forte e qual desiste primeiro. Talvez quando isso acabar, as coisas volte ao normal. Mas será que é pecado querer que tudo comece a dar certo logo? Porque quanto mais a gente quer, quanto mais a gente tenta fazer tudo perfeito para não magoar ninguém, mais errado as coisas dão. “Uma hora ou outra” isso passa, eu sei, mas eu estou cansada de palavras incertas. Tenho passado por momentos ruins, e entendo que é justamente com eles que estou aprendendo a crescer. Mas, sabe qual é a pior parte disso tudo? È quando eu abro os olhos, e simplesmente você não está mais aqui.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Uma vida sem sentido.

    Eu não tenho mais vontade das coisas. Ando desanimada, sem mais ou menos. Não vejo mais graças nas coisas, como eu via antes. É, não vejo graça. Eu sinto falta de sentir algo no meu interior. As pessoas, os lugares, os momentos, tudo anda chato, sem graça. Não faço esforço para entender o que esta acontecendo, não sinto minima vontade. Sinto-me perdida na roda de amigos que acham graça da pessoa que tropeçou e riem disso eternamente. Pois eu acho entediante. Agora, faço parte de uma rotina particular, onde tanto faz é a resosta perfeita e não sei é meu sentimento atual.
    A pior parte é que, além de estar perdida, não sei qual caminho devo seguir. Como se eu tivesse me tornado um zumbi, sem sentimentos, sem expressões. A vida perdeu a graça, pelo menos a minha. Não vejo mais sentido em sair com meus amigos e as redes sociais parecem ter perdido toda aquela graça que nos deixa viciada em si. Não estou sorriso, nem mesmo consigo. Mas não é isso que quero, sabe?
    Eu odeio esta fase da miha vida. Que eu sei que é só uma fase até alguém me libertar. Eu quero sorrir, quero dar boas gargalhadas, quero sentir o desejo de ser mais feliz e ir atrás desse caminho. Quero ser eu, só isso. Quero tornar a ser eu mesma. Aquela que via graça nas coisas. Porque o que me torneié chato, é inutil.
    Por que estou assim? Não sei, ou talvez sei. Não importa. Quero apenas que acabe, quero parar de vagar nas ruas olhando ao redor e sentindo desgosto de tudo. Quero andarpor ai e sorrir para quem sorri para mim. Quero alguém que eu chame de meu, alguém que possa me fazer a mulher mais feliz do mundo. Quero ser liberta, apenas.
    Me ajude, é meu unico pedido esta noite.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Pessoas gostam daquilo que não tem. Será?

    E quantas vezes lemos coisas do tipo “se desapegue, pessoas gostam do que não tem”? Sim, é verdade. Porém, lhes contarei um fato. Há outras possibilidades, então não espere que ao sair de perto, ele vai correr atrás dizendo que esta atraído por você ou coisa do tipo. Ele pode simplesmente deixar para lá, da graças a Deus que finalmente te teve longe. Muitas coisas acontecem como a gente não gostaria, e muitas vezes caímos por isso. Quando se desapega, é para levar á serio, realmente desapegar-se. Não só de ficar perto, dando atenção, mas desapegue do sentimento que lhe ocorri por dentro. É difícil, nós sabemos. Mas se torna menos complicado quando chegamos nos distanciamos, aprendemos a viver sem e assim vai. Agora parar de chamar a pessoa para conversar, mas mesmo assim visitar o perfil dela no facebook é a mesma coisa que nada. Você sofre mais, porque você sente saudades. Quem gosta de sofrer, corre atrás da dor, claro que ninguém admite que gosta. Mas se esta futucando o que sabe que vai te deixar mal, se faz coisas sabendo que a resposta é decepcionante, se corre atrás sabendo que não é correspondido. Ah, gosta muito de sofrer. Porque quem não gosta leva a sério, quem não gosta de sofrer faz de tudo para se desapegar de todos os sentidos. Quem não gosta de sofrer, coloca um sorriso no rosto, para de falar com a pessoa, se sabe que e daqueles que futuca muito, exclui da rede social. Quem não gosta de sofrer sempre da aquele jeitinho, agora quem gosta, tem muitos desabafos a respeito da mesma coisa para contar há um amigo.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Resultado do coração partido.

    Tentarei explicar da melhor forma, mas ultimamente eu não tenho conseguido desabafar. Quando tudo parece confuso outra vez e dessa vez não é por perda, não é por ilusão, não é por amor incorrespondido, não é por solidão, muito menos por falta de sentimento. Depois de tanto tempo de ressaca, algo aconteceu. Sabe, minha vida se resume em uma palavra: Complicada. E se você não for esperto e não tiver tempo, não precisa se sentar para ouvir a história que eu tento contar para alguém, detalhe por detalhe, a tempo. Às vezes o que preciso desabafar, mas o número de pessoas a quem posso confiar minhas palavras é pouco, e pouco ainda mais é o tempo. Portanto sou eu, eu mesma e o meu travesseiro. Ainda choro, admito. Não o tempo todo, algums vezes, mas ainda sim são lagrimas caindo sobre meu rosto me deixando vermelha. Sinto saudade, mas não é dele, é do que ele me dava: Conforto, paz e segurança. Esta me entendendo? Eu só quero poder dizer que estou bem sem mentir, só quero poder ter uma razão pra sorrir, quero ter algo que me faça feliz. Não quero ser feliz por mim mesma, eu cansei disso, é muito cansativo. Quero ter alguém para fazer o trabalho sujo por mim e é claro que irei recompensar. Depois da dor, me acostumei com a solidão. Me acostumei a não ter um alguém que me faz sorrir, me acostumei com as festas, as distrações, os outros beijos, e tudo que eu fazia para me deixar feliz sem amor, só distração. Ficou cada vez mais difícil de se decifrar o que eu estava sentindo. E a verdade é que eu nem me lembro mais como é amar e até eu sentir isso de novo, eu não vou saber o que é, até lá eu só verei isso como palavras de carinho. Eu magoei pessoas e não era a minha intensão. Não se apaixone por mim, eu nunca correspondo. Muitos já sabem disso e eu não estou querendo me gabar, muito menos ser a vilã. E eu achei que jamais fosse me apaixonar outra vez. Não diga bom dia pra mim, porque eu nunca tenho um bom dia e eu não vou dizer bom dia pra você porque eu estarei sendo ironica. Não diga pra mim que a vida é bela porque até agora ela só me provou o contrario. Confusa, eu? Muito. Acho que estou perdida também. Perdida em mim mesma porque quando eu achei que jamais fosse encontrar outro alguém, ele chegou, pelo menos eu acho. Eu não me lembro como é sentir, porque se me lembro bem eu estava completamente fria e sem sentimentos. Eu me apaixonei outra vez, e eu ainda tenho medo disso.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Sobre o que já escrevi.


    Estava dando uma olhada nos meus arquivos de Word e quase chorei, sinceramente. Vi coisas que não via há anos e já tinha até esquecido que existia. Coisas como livros prontos, textos, livros não terminados, ideias para livros e contos. O mais incrível era acompanhar as datas de criação, como fazem tanto tempo. Li algumas coisas e declarei que melhorei minha escrita com o tempo, mas que desde 2010 eu já sabia escrever muito bem. Me surpreendi, pois não me recordava. Eu fico feliz por ter tido a ideia na época de por uma anotação em cada livro do porque estar escrevendo-os. Nem todos tinham essa anotação, mas os que tinham me emocionaram.
    Tem um livro que eu só escrevi as primeiras seis paginas, mas seria a dor e sofrimento de uma amiga minha na época, seria a história dela(mas sem citar nomes ou deixar muito na cara) transformada em livro. Achei incrível, me segurei para não escrever mais algumas coisas. Outro livro meu, era o “você é a única exceção” e foi o que mais teve paginas até hoje, fora que ele nem tinha sido terminado. Com 267 paginas, ele foi largado pela metade da história. Uma curiosidade: Os últimos dois textos postados no blog foram retirados dele. O meu primeiro livro era um suspense tentando ser terror e eu não o tenho no computador, infelizmente. Mas felizmente fui sabia o bastante para tê-lo imprimido e tenho comigo até hoje. Não sei quando, não sei como. Mas em algum momento na minha vida quero reescrevê-lo e publica-lo, pois a história realmente era interessante. Lembro-me de ser uma escritora conhecida na sala de aula(bons tempos).
    Então pode se afirmar que comecei esse meu hobbie em 2009, com o Sky’s Racer. Depois desse livro, eu fiz uma comedia super sem noção onde envolvia os Jonas Brothers(admito, já fui fanática por eles) e já até criei fanfic(só que cm história diferente e dessa vez tinha a Miley) que ficou famosinha até. Talvez vocês não saibam, mas o filme “meu namorado é um zumbi” me deixou indignada, porque no começo de 2010 eu terminei o meu livro sobre um zumbi que é apaixonado por uma humana. No entanto não era comedia romântica, era apenas zumbis diferentes que podiam sentir coisas. Depois desse zumbi todo, eu resolvi escrever três livros de uma só vez, foram eles: Luck, 20 de dezembro e você é a única exceção. Era horrível escrever as três de uma vez, depois de um tempo eu abandonei Luck e 20 de dezembro e prossegui apenas com VEAUE. Mas como eu já disse, parei no meio do livro, tudo por causa de uma história que imaginei ser A história e seria uma saga. Minha saga já montada em cinco livros é suspense com romance. Estava certa de que seria essa a ideia de livro que iria propor pela primeira vez a uma editora. Até meados de 2012 eu trabalhava freneticamente nela, mas foi pensando e analisando que ser este livro o primeiro a ser publicado, sendo que ele é uma saga, seria tipo que suicídio. Poderia não dar certo e seria história jogada fora. Então eu comecei a pesquisar todas as minhas ideias de livros, seus resumos, capítulos e etc. Precisava achar uma história boa o suficiente para uma amadora se apresentar. E foi nessas analises, que eu reencontrei meu 20 de dezembro. Aquele em que eu escrevia a três e depois abandonei para escrever um só. Ele estava na pagina 20, mas comecei da pagina 1 fazendo modificações até o final. E até hoje estou certa de que será ele, o primeiro livro publicado de minha autoria. Estou o escrevendo com muito carinho e só agora(que cheguei na parte cham da história) percebo as dificuldades de escrever. Quero dizer, o escritor precisa conhecer sobre aquilo que ele escreve. Como posso eu escrever sobre plataformas, se nada sei sobre isso? Acontece que tenho que fazer pesquisas, conhecer sobre um certo assunto, saber me expressar. É como se eu tivesse que adquirir a profissão como medico para poder fazer aquela cena. Algo muito complicado, entendem? Mas não vou desistir e se Deus quiser, final do ano o livro será entregue.
    Enfim, entre esses livros que escrevi, tive uns que comecei e parei antes da pagina dez. Outros que só fiz resumo e pus minhas ideias e alguns que cheguei na pagina cinquenta e não tinha mais sobre o que falar. Quando eu fizer meu post sobre dicas de escrita para LIVROS, irei ajudar aqueles que escrevem a melhor história do mundo, mas que com o tempo ela vai perdendo sentido. Sim, conheço gente que sofre desse problema e eu também já tive isso e até hoje tenho medo de sofrer. Mas é isso, ter visto todos esses arquivos do Word me encantou, me deixou orgulhosa. Porque eu me sinto especial, me sinto diferente, e eu gosto disso. Gosto de saber que eu tenho um talento. Sei que de longe sou perfeita escritora, mas eu não nego em dizer que eu sei criar histórias e me dou bem mais em escrever livros do que textos aleatórios. E eu sou orgulhosa de mim mesma, tenho paixão pelo que faço e espero poder viver a vida com o que mais gosto, que é a escrita.
    Porque foi em uma noite assistindo filme de terror que eu descobri que essa era a minha maior paixão. E eu quero compartilhar dela para o mundo.

Streap tease


      - Nathalia? O que faz aqui? – Ele perguntou surpreso, mas feliz e com um sorriso encantador no rosto.
    - Preciso conversar com você! – Disse séria, tentando não sorrir e me deixar levar por sua beleza encantadora.
    - Claro! – Ele disse num tom preocupado e me deu espaço para que eu pudesse entrar, e eu já estava na sala. – Pode se sentar... – Ele ofereceu, ainda preocupado e parecendo curioso.
    - Não, obrigada! – Recusei com um sorriso torto.
    - Quer alguma coisa para beber? – Ele perguntou.
    - Não, obrigada! – Recusei novamente.
    - O que posso fazer por você? – Ele perguntou, como se precisasse fazer algo.
    - Sem interrupções. Simplesmente me escute, só peço isso. – Disse, respirando fundo e fazendo um gesto para que ele se senta-se. Ele me obedeceu, ficou com uma cara de curioso e seus ouvidos estavam bem abertos para escutar bem o que eu ia dizer.
    Então era esse o grande momento, em que eu iria me despir de uma forma que nunca havia feito antes. Fiquei nervosa, mas precisava começar isso. Então, comecei tirando a mascara.
    - Há muito tempo fingi só querer amizade com você. Dizia que não amava ninguém, que você era meu melhor amigo. Mas na verdade você é a pessoa mais especial pra mim e eu queria estar com você sempre. Fiquei guardando isso para mim por algum tempo. Acho que esta mais que na hora de dizer isso para você. Preciso dizer o que sinto. – E então desabotôo a ilusão. – Às vezes me pego beijando espelhos, sonhando, abraço travesseiros, falo com a parede tendo você em meu pensamento. – Então me desfiz do juramento. - Eu tentei me lembrar do que havia acontecido com meus pais. Me lembrei daquela promessa que havia feito a mim mesma, mas não é tão fácil. Parece que tudo isso é ignorado quando se trata de você. O juramento se quebra quando eu penso em você. Você se tornou parte de mim. – Retiro meu medo. – Não posso evitar que ainda possuo duvidas sobre o amor, ainda me pergunto se valerá à pena, tenho medo de arriscar e acabar machucada, mesmo sabendo que isso é possível. Tenho medo de sair pela porta e não ter mais você. – E por ultimo, a ultima peça cai, me deixando nua. – Eu preciso de você. Queria poder viver ao seu lado eternamente, sem ter que acordar pela manha e ver que você se foi. Mas eu não vim aqui para terminar isso como a sua namorada amada. Eu vou entender se você não estiver interessado. Mas eu também irei te esperar, porque tenho esperanças de que um dia você possa voltar e dizer com toda sinceridade que sente a mesma coisa. Por isso vou dar um tempo a você. Porque o amor não vem de uma hora pra outra, você não pode dizer isso de imediato se não for verdade. Vou te deixar pensar, vou te deixar sozinho. Quem sabe você também queira fugir da própria lei. Mas enfim, eu te amo.
    Eu suspirei fundo após terminar o meu discurso. Eu estava bem apesar de tudo. Eu me sentia uma mulher agora. Coloquei tudo pra fora, disse o que sentia e não estava arrependida. Olhei para Guilherme tensa. Ele parecia estar pensativo, talvez tentando achar respostas para isso.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

De onde vem sua inspiração?


    - Por que eu escrevo? Como consigo escrever de forma tão natural sem precisar pensar muito? É um dom?
    Joana tinha uma mania particular de observar as pessoas a sua volta. Na fila do supermercado ela observava uma mulher falando no celular com uma expressão preocupante e estava meio agitada enquanto falava. Em seu carrinho de compras, apenas comidas de baixa caloria e alguns produtos de limpeza. E enquanto observava a mulher, em sua mente, ela criava sua história e era mais ou menos assim: Maria, deveria ser seu nome. Gostava de organizar, de fazer tudo bonitinho. Uma casa bem arrumada, uma saúde exemplar, um bom livro ao lado da cama, um trabalho maravilhoso cuidando de crianças em creche. No entanto, ela tinha um problema: Era meia solitária, apesar de ter um namorado. Ele não a tratava tão bem assim, sempre arrumando motivo para brigas ou dizendo o quanto ela era chata e Maria ficava chateada, queria ser perfeita aos olhos dele. Por isso, tinha a saúde exemplar, a casa arrumada, a boa ação. Naquele telefone, ela apenas queria paz, queria parar a discussão. A jovem se declarava para o namorado, e ele nem correspondia. Mas fazer o que, Maria o amava tanto que faria de tudo para tê-lo ao seu lado, mesmo que ele nem ligue muito para isso. Dizem que ele já a traiu. O caso é que ela é romântica e meio que iludida, com aquela meia calça de bolinhas e o vestido rosa claro, parecia uma boneca de porcelana. Mas daquelas que quebram, e iriam chorar por pelo menos três dias seguidos. De volta à realidade, Joana observou outra pessoa e começou tudo de novo: Ela imaginou sua vida. Ficara ela pensando se isto era normal, criar história para a vida das pessoas que ela via conforme suas atitudes no momento, seu jeito de vestir ou sua expressão facial. Porque sempre que estava na fila do banco, criava varias histórias sobre várias vidas que ali estão e é claro que ela sabia que poderia nada daquilo ser verdade. Afinal, ela não é adivinha, nem nada.
    Andando na rua, com sua sacola de compras, ela viu uma mulher quase sendo atropelada por falta de atenção e novamente imaginou uma história que alias, daria um ótimo livro. Até porque, ela haverá sido salva por um homem com o sorriso de galã. Já em casa, Joana guardou seus alimentos e foi assistir um filme. Era romance e a história emocionava, durante o intervalo ela teve ideias sobre uma história do mesmo gênero, baseada no filme, no entanto com alguns detalhes mais emocionantes. Uma amiga a telefonou e desabafou sobre o termino do seu namoro, ambas choravam juntas e depois que desligaram, Joana escreveu um texto sobre o assunto, na primeira pessoa, desabafando por perder o namorado que tanto amava. Mais tarde viu um casal feliz passando na rua e implicando um com o outro, aquilo lhe deu vontade de escrever sobre o amor, sobre a implicância entre um casal, o jeito diferente como eles se amavam.
    E era assim, tudo que Joana escrevia tinha um significado. Raramente as coisas que ela escrevia eram seus sentimentos, até porque ela mesma não sentia muita coisa. O que mais lhe orgulhava pessoalmente era o fato de que ela conseguia escrever sobre a vida alheia. Ela conseguia desabafar em palavras o sofrimento de outra pessoa, ela conseguia demonstrar em letras o amor de uma mulher, ela conseguia escrever uma história de drama de uma família qualquer. Ela conseguia e era como um dom.
    Sua inspiração. Ela vinha de todos os lugares, inclusive das pessoas. Os amigos, os desconhecidos, os homens, as mulheres, todas as raças. As pessoas eram sua fonte de inspiração principal, graças a elas Joana conseguia fazer seus textos e livros. E se não fossem as pessoas, eram os personagens de algum livro ou filme. Tudo se envolvia ao ser humano. Sempre que perguntavam para ela de onde vinha sua inspiração, ela jamais soube responder. Demorou um pouco para entender, mas quando entendeu, percebeu que era obvio. A sua mania de ser observadora a inspirava, fazia com que ela tinha ideias incríveis. Ela não escrevia apenas para ela, escrevia para o mundo. Escrevia para a amiga que sofre, para o desconhecido que foi barrado no cinema, para o parente doente. Sua compreensão pelo que as pessoas sentiam faziam com que ela conseguisse repassar tudo para o papel sem fazer muitas perguntas ou ficar pensando por mil horas.
    - Você escreve não só por gostar, mas por ser comovida facilmente pela raça humana, pelas diversas personalidades e vidas que conhecemos por ai. Porque tudo isso te fascina, te inspira, como uma necessidade de traduzir em palavras a vida de alguém. Você escreve porque merece. É tão naturalmente como escreve, primeiro fica pensando em como começar, mas quando começa, não da pausas. Vai fluindo e sabe por que? Porque você já compreendeu toda a história e não precisa relembrar, pois tudo já esta fixado em sua memória. Acredito que seja um dom. Acredito que cada um de nós tenhamos um dom que Deus no deu, para mostrarmos o quanto somos diferentes e especiais. Apear de que algumas pessoas não conseguem enxergar o próprio dom, um dia, elas vão descobrir. O seu, é a escrita. Melhor, é o dom de saber escrever vidas, sem precisar fazer parte dela.
    E Joana sorriu, sabendo que não poderia parar de escrever. Era sua paixão, sempre foi e sempre será. O que a intrigava era que sempre escrevia sobre os outros, mas e sobre si? Não gostava de escrever sobre seus sentimentos, preferia tranca-los em outro lugar. De qualquer forma, ela estava feliz e pronta para escrever para alguém.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Paixão errada.

    Quem nunca se apaixonou pelo cara errado que atire a primeira pedra. Pelo menos oito a cada dez garotas com mais de dezoito anos já passaram por uma desilusão na fase adolescente. Isso acontece porque somos inexperientes no assunto, vindo de uma infância dos contos de fadas. Na maioria dos casos, as desilusões surgem do primeiro amor. Aquele em que julgamos ser nosso principe encantado, o cara com quem vamos passar toda eternidade, a paixão mais forte que existe. E no final das contas, acabamos quebrando a cara. Infelizmente aconteceu comigo, e não vou dizer que foi fácil superar. Dificilmente é. As garotas novas que se apaixonam sem mínima experiência tem a tendência em crer que depois do termino não haverá saída, ou melhor, que jamais encontraram um novo amor ou um que seja tão bom quanto aquele foi. Para nossa surpresa os melhores relacionamentos vem com o tempo, e eles são os que duram para a vida toda. Aprendi com a vida que se um relacionamento não da certo, é porque tem um melhor por vir. Nunca ficaremos sozinhas na vida, pelo menos se corremos atrás de nossa “luz”.
    Levar fora de um cara que julgamos ser nosso principe encantado é realmente uma coisa terrível. Muitas meninas ficaram frias sentimentalmente depois do ocorrido, outras se cortaram, outras começaram a escrever sobre isso, outras começaram a fracassar na vida e assim vai. Só aprendemos a controlar isso depois de novas experiências, lição de mora conselhos ou aquele “seguir em frente” que todo mundo luta para conseguir.
    Esquecer o cara que te magoou é impossível. Esquece que um dia você vai acordar e esquecer nome, sobrenome, motivos da magoa. É algo que fica marcado na gente, até porque faz a gente crescer e amadurecer de uma forma muito mais segura na vida. Dificilmente outro relacionamento ao fracassar iria por a gente tão para baixo assim. Então é sempre bom lembrar do filha da mãe que nos causou olheiras de tanto chorar por tantos dias, porque mesmo achando que ele era perfeito, você teve a chance de conhecer caras muito mais legais e se não deu certo de novo, é porque com certeza vai conhecer caras mais legais ainda. Caras que te mereçam mais.
    A maioria dos casos de desilusão amorosa do primeiro amor acontecem entre as idades 13 á 16 anos. Os casos de termino variam entre traição do garoto ou até mesmo ele ter se enjoado do relacionamento. É correto afirmar que às vezes no nosso primeiro relacionamento não sabemos direito como reagir e acabamos sendo aquela coisa melosa demais ou mandona demais. Enfim, acabamos fazendo coisas que não se deve fazer em um namoro. Não estou dizendo que é impossível não ficar com o primeiro namorado para a vida toda, para falar a verdade conheço algumas pessoas que hoje são casadas com o primeiro namorado, o primeiro beijo na boca. Acho lindo isso, mas também acho raro. E não pensem que viemos daqueles livros de romance em que terminamos com o primeiro amor e anos depois vamos reencontrar ele e viver uma história de amor ainda maior. Porque nos livros os personagens voltam a ficar apaixonados em um estalo. Nós, humanos, somos acostumados. Depois de um tempo, ficaremos acostumados a viver sem aquela pessoa e iremos nos sentir bem, iremos conhecer novas pessoas e assim a vida segue. Bem capaz de se acontecer de encontramos aquele antigo amor, a gente nem vai sentir tanta vontade assim de falar com ele. Eu mesma por exemplo, meu primeiro namorado nem tem tanto tempo assim, meio que três ou quatro anos e confesso que eu achava que ele era o único em minha vida. Hoje vejo ele no facebook e nada sinto, nada mesmo. Superei 100% de algo que achei que jamais fosse capaz. É a vida, a gente segue em frente querendo ou não. Custe o que custar, demore o tempo que demorar.
    Esse post é meio que um desabafo com argumento, e ele é dedicado principalmente as garotas que já sofrem por amor e hoje estão de cabeça erguida podendo dizer “eu superei.” Porque somos todos fortes, mesmo que parecemos ser fracos.

O que você sente? Não sinto!

    - O que você sente?
    Andy nunca teve duvidas quanto a isso. Era sempre fácil responder uma coisa dessas. Ou ela dizia que estava triste, ou que estava bem ou simplesmente dizia que estava embriagada com o amor, isso quando não se drogava de ódio. Mas e agora? Já não sabia mais o que responder. Ficou calada durante tempo tentando por seus pensamentos em ordem, tentando achar seus sentimentos. Na real, o que estaria sentindo agora?
Ela viu se estava sentindo amor, mas percebeu que não tinha ninguém para amar. Ela queria saber se estava com medo, mas esse não era o problema. Tristeza? Não, tem motivos pra isso? Não era alegria pois não queria sorrir. Pensou que poderia ser saudade de um amor passado, mas isso é mentira, ela não sente saudade. Nostalgia muito menos. Será que ela estava sentindo dor? Não, não estava magoada, não havia machucados, ela não estava falando sobre a dor. Não tem sentimentos. Um buraco vazio dentro de si mesma.
    - Vamos lá Andy, por que andas tão pra baixo? O que esta sentindo?
    Será que não pode dar um tempo para a garota confusa? Insiste em querer que ela desabafe uma coisa que nem ao menos ela sabe o que é. Continuou calada, tentando entender o motivo de estar desde jeito e ela nem ao menos desejava chorar.
    Essa não era ela! Antigamente ela estaria magoada ou alguma coisa do tipo, ela teria um motivo e estaria querendo chorar por isso. Mas agora, que motivo será esse? Foi então que ela se tocou que o motivo de estar tão pra baixo é nada! Simplesmente nada. Não é que não há um motivo para isso, existe um motivo e esse motivo é nada. Não sentia absolutamente nada. Não sentia amor, ódio, raiva, dor, saudade, nostalgia, medo, pavor, paixão, alegria, tristeza, angustia. Aquilo dentro dela que chamamos de coração, estava vazio e isso era tão estranho.
    Foi então que ela percebeu que se sentir morta por dentro não era estar sofrendo e sim não está sentindo nada. Esta fria sem ao menos querer, não consegue ver a dor das pessoas e quando chega perto só consegue pensar 'Esta chorando por que? O que essa dor tem demais pra querer fazer você morrer?', portanto se afastava daqueles que estavam tristes, mesmo amigos, sabia que não iria conseguir consolar. E essa é a pior parte, ela não se lembrava de como era sentir essas coisas, era ainda mais estranho. Como é sentir amor? Como é a dor? E saudade, o que significa? Por mais que ela já tenha sentido tudo isso, com o afastamento ela se esqueceu e agora esta morta por dentro, vazia, fria e não sabendo lidar com coisas que hajam sentimentos. O pior de tudo é que ninguém a entende, o pior de tudo é que eles acham que ela é fria por natureza e não esta nem ai pros outros. Não é verdade! Apenas não sabe como reagir. Se chegasse perto de alguém triste acabaria humilhando a pessoa por não saber o que ela esta sentindo, sendo que um dia estava menos triste que essa pessoa e achando que o mundo iria desabar.
    - Nada!
    - Me diga, por favor!
    - Já disse: Nada!
    - Como assim?
    - Eu não estou sentindo nada.
    - Por isso esta tão pra baixo? Sem motivo nenhum?
    - Mas existe um motivo. E este motivo é nada. Eu não sinto nada. Nadinha mesmo. Não sinto amor, dor, alegria, tristeza, medo, não sinto nada. Isso é terrível. Sabe o que é acordar de manha e não saber o por que de estar se levantando? Não consegue nem ao menos sentir o prazer de levantar pela manha, ou como isso é chato. Eu apenas levanto, sem nenhum sentimento e isso é estranho. Eu sei que eu já amei, já sofri, já experimentei muitos sentimentos. Mas eu não me lembro mais como eles são. Agora eles viraram palavras insignificantes. Aquelas músicas que me faziam chorar agora já não passam de uma simples canção. Aquele filme que me fez chorar um dia, não é mais nada. Aquele amor que eu sentia por certo alguém, acabou. E não sinto saudade de ninguém. Não estou com medo de nada. Não sinto nostalgia nem de quando eu estava bem e eu não estou triste por causa disso, muito menos feliz. Não sinto nada, essa é a verdade e não vou mentir, dizendo que estou sofrendo por algo. Vou dizer a verdade, não sinto nada e preciso mudar isso logo. Porque sentir nada é tão ruim. Você vê um amigo triste, olha nos olhos dele tentando entender e você consegue enxergar a dor ali dentro, mas o que é isso? Eu já não sei mais. Portanto eu não posso chegar pra esse amigo e tentar consolar, eu posso confundir palavras, piorar as coisas e isso não é legal, eu evitarei até saber mais sobre os sentimentos. E não adianta que eu não vou chorar junto, eu não consigo mais chorar, por mais que eu tente, minhas lagrimas evitam cair. Meu cupido faleceu a dois meses e eu não sei como arranjar outro. Eu não gosto de ninguém, não estou apaixonada e não fique surpreso se eu dizer que não estou amando. Estou livre? Não, não estou. Eu estou presa ao nada. Porque por mais que eu queira, não consigo sentir alguma coisa. Então é isso. Quer saber o que eu to sentindo? Eu estou sentindo absolutamente nada, fim.