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segunda-feira, 29 de julho de 2013

O adeus que não queríamos ter dito.

Cá estou eu sentado no banco da praça, olhando a minha volta e vendo aquele doce rosto em todas as pessoas a minha volta. Imaginando ser ela, milhares dela. É inútil, eu sei, é assustador, sei disso também, mas é inevitável. Porque a saudade querendo eu ou não me prende nessa vontade que faz-me querê-la por perto. Podem dizer o que for, que é exagero meu ou que estou apenas dramatizando essa situação na minha vida. Sinceramente, eu não estou me importando com o que podem ou não achar. A unica coisa que me veem a cabeça agora é o cheiro daquele perfume que tanto ela usava.
Por que se foi, Laura? Por que teve de partir deixando esta ultima carta de adeus, dizendo-se tuas ultimas palavras de amor para mim. Dizendo, logo no final, que me amava. E agora, você se foi sem ao menos saber se vai voltar. E eu aqui, querendo que você volte, querendo ir ao teu encontro, mesmo que seja do outro lado do mundo. Olha que engraçado, é do outro lado do mundo. Quem diria que em tão pouco tempo você se tornaria aquele alguém especial, o tal ser que eu sonharia durante a noite e choraria pela manha por saber que não mais estará comigo. Sim, tanto eu quanto você sabíamos dessa terrível consequência que já tinha data prevista, porém não resistimos em alimentar essa paixão. E se quer saber, não me arrependo do que fiz e sei que você também não.
Guardei comigo algo que me lembra-se de você, que sempre ao olhar vou dar aquele sorriso bobo e relembrar de grandes pequenos momentos que tivemos juntos e de como foram bons, de como dão saudade. Ah, Laura, se eu soubesse o endereço da tua casa e arrumasse o dinheiro da passagem, amanha mesmo já iria te ver. No entanto, as coisas são mais complicadas, como se o universo não nos quisesse tão juntos assim. Mas é sempre assim. Nada é perfeito, sempre tem que ter algum defeito. Droga, droga de defeito.
Prometo te escrever quando puder, e querendo saber da tua próxima viagem. Quem sabe a gente não se vê? Eu sei que vou ter sempre esperanças de que um dia, nem que este dia esteja muito distante, eu irei reviver este romance com você. Toda via, agora eu fico aqui sentando segurando a tua carta com vontade de te sentir. Ah, saudades do teu toque, do teu beijo. É, muitas saudades.  Fica na paz Laura, que esse nosso romance muito parecido com os dos filmes, seja eternizado mesmo a distancia. Eu viver minha vida, mas de você não vou esquecer.

domingo, 31 de março de 2013

Lembranças.

Tirei a tarde do meu sábado para me desfazer das coisas velhas. Das coisas que não mais servem. Comecei pelo guarda roupa e retirei de lá tudo que já não me cabia mais, pensei em fazer doação ou dar as minhas primas. Em instantes, meu quarto já estaria em uma bagunça completa. Tudo bem, não posso mais adiar isso. Em pensar que tem os CDs, uns livros e um monte de coisa dentro do meu guarda roupa que só pegando para saber o que é. Bom, minha mãe me mataria se soubesse que ainda guardo minhas tralhas, então decidi ser responsável por hoje.
Agora, com caixas e tralhas espalhados pelo meu mundo que muitos chamam de quarto, sentada no chão paro para pensar, paro para refletir. Porque eu já vi tanta coisa dentro de umas caixas, no bolso de umas calças e é triste, talvez. Estou me livrando de coisas que já me fizeram muito bem, que um dia eu jurei jamais jogar fora e hoje, já não tem nenhum valor para mim. E por mais que já não valha nada, ainda me sinto culpada por me desfazer. De fato, não sou boa em dizer adeus. Jamais fui, jamais serei. Por mais bobo que seja, não consigo dar as costas.
Encontrei minha infância: Da minha primeira Barbie toda descabelada e com a mão mordida até a minha boneca com a cara rabiscada que sabe falar vinte frases diferentes. Encontrei minha pré adolescência  Da primeira cartinha de amor que recebi do menino tímido da sala até o ingresso da minha primeira festa. Encontrei as fotos daquelas férias divertidas na praia, e outras fotos da época no fundamental, onde todo mundo era meu amigo. Não posso me esquecer dos ingressos de cinema que tive com o meu primeiro amor, aquele que me fez sofrer muito depois de nove meses juntos. Achei o ingresso do show da banda que eu idolatrava, gastei quase 300 reais nele. Encontrei a roupa que usei no meu aniversário de 14, e olha que hoje tenho 17.
Ah, lembranças. Algumas me fazem querer chorar, outras me fazem dar boas risadas. Não sei quanto tempo eu ficaria aqui olhando e relembrando de tudo que já vivi, mas sei que não mudaria nada em meu passado. Hoje, sou feliz, sou grata pelas experiências. Meu passado: dele eu não tenho vergonha. Ele me fez crescer, me fez amadurecer. Sou assim hoje graças a ele. Ter feito esse balanço aqui em meu quarto me fez perceber que nada acontece por acaso, tudo é para ser experiência. Tudo te ensina. As vezes não percebemos o tamanho do ensinamento, todavia, somos sempre os estudantes da própria vida. Aprendendo para em breve, sermos nossos professores. De fato, eu mudei bastante daquela epoca para cá e de fato, ainda sou a mesma pessoa. Nunca me esquecerei de quem eu fui, de quem eu sou agora. De uma coisa estou certa: Agradeço pela vida que tenho.